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Polícia afirma que Deolane Bezerra recebeu repasses de transportadora ligada ao PCC

Polícia aponta repasses diretos de transportadora suspeita de ligação com o PCC na conta de Deolane Bezerra; investigação desde 2019 aponta movimentação de mais de R$ 20 milhões

A advogada Deolane Bezerra chega à sede do DHPP, em São Paulo
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  • A Polícia Civil de São Paulo diz que Deolane Bezerra recebeu repasses diretos de uma transportadora suspeita de ligação com o PCC.
  • A investigação, iniciada em 2019, aponta que a transportadora Lado a Lado movimentou mais de R$ 20 milhões e foi criada pelo PCC.
  • Everton de Souza, o Player, é visto como gestor indireto da transportadora e indicava quem deveria receber a parte referente a Alejandro Camacho, irmão de Marcola.
  • A transportadora seria dirigida por Marcola e Alejandro, mesmo no nome do casal Ciro Cesar Lemos e Elidiane Saldanha Lopes Lemos; parte do dinheiro foi depositada nas contas de Deolane.
  • A operação resultou na prisão de Deolane Bezerra e de Everton; a investigação afirma uso da estrutura financeira da influenciadora para movimentar recursos do grupo criminoso.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira a influenciadora Deolane Bezerra, sob suspeita de participação no esquema de lavagem de dinheiro da facção PCC. A ação envolveu o Ministério Público estadual e ocorreu na capital paulista.

A investigação, iniciada em 2019, apontou ligação entre Deolane e Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como gestor indireto da transportadora Lado a Lado, vinculada ao PCC. Segundo apurações, o dinheiro arrecadado pela transportadora era repassado a terceiros.

A transportadora, apesar de estar no nome de Ciro Cesar Lemos e Elidiane Saldanha Lopes Lemos como proprietários, seria criada pelo PCC e dirigida por Marcola e Alejandro, conforme a Polícia Civil. Entre os anos investigados, a empresa movimentou mais de 20 milhões de reais.

Everton foi preso na mesma operação e estava com uma caixa contendo dinheiro com o nome da influenciadora, segundo a polícia. A quebra de sigilos bancários indicou movimentação expressiva de valores em nome de Deolane, com uso da estrutura financeira da influenciadora.

A investigação sustenta que Marcola determinava ações e a divisão de lucros, com ordens repassadas por terceiros. Familiares próximos também teriam papel na gestão da empresa e na distribuição de recursos, segundo as apurações.

O caso também envolve familiares de Deolane. A irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, publicou informações nas redes defendendo a irmã e criticando medidas consideradas desfavoráveis pela Justiça. Os advogados de Deolane e de Marcola afirmaram que vão se manifestar assim que houver mais informações oficiais.

Investigação e envolvimento

A força-tarefa aponta que a transportadora Lado a Lado funcionava como instrumento de lavagem de dinheiro, com conclusão de que parte dos recursos era movimentada em contas associadas à influenciadora. A polícia comunicou que o grupo utilizava a estrutura financeira para inserir valores ilícitos no sistema financeiro formal.

Repercussões

Segundo as autoridades, a operação continua em andamento com cumprimento de mandados e novas diligências. Não há, até o momento, conclusão oficial sobre as responsabilidades de cada envolvido, apenas informações preliminares colhidas pela investigação.

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