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Presidente da Suprema Corte da Índia provoca reação ao chamar jovens de baratas

Na Índia, polêmica com frase sobre jovens desempregados levanta protestos virais e impulsiona a criação do Partido Popular Barata

Presidente de Tribunal da Índia chama jovens de "baratas" e causa revolta
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  • O presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant, comparou jovens desempregados a “baratas, que não têm lugar na profissão”.
  • A fala gerou protestos virais entre a Geração Z e levou à criação do Partido Popular Barata (CJP), que já soma quase 15 milhões de seguidores no Instagram; o BJP tem menos de 9 milhões.
  • O logotipo do CJP é o contorno de uma barata dentro de um telefone celular, e o grupo se autodenomina a “Voz dos Preguiçosos e Desempregados”.
  • Kant afirmou posteriormente que a fala se referia a pessoas que ingressavam em profissões com diplomas falsos, mas os protestos já haviam ganhado força online.
  • Dados indicam que, em 2025, a taxa de desemprego entre pessoas com quinze anos ou mais foi de 3,1%, enquanto entre jovens de quinze a vinte e nove anos ficou em 9,9% (13,6% em áreas urbanas e 8,3% em áreas rurais); o fundador do CJP, Abhijeet Dipke, disse que mais de 400 mil pessoas se inscreveram, com mais de 70% entre 19 e 25 anos, e o grupo estabelece quatro critérios para adesão.

O presidente da Suprema Corte da Índia, Surya Kant, gerou polêmica ao comparar jovens desempregados a baratas. A declaração ocorreu durante coletiva realizada em Nova Délhi, sem apresentar evidências de contexto específico. A fala provocou reação imediata nas redes sociais e em manifestações públicas de jovens.

Antes de esclarecer o sentido, Kant afirmou que há profissionais que ingressam em determinadas áreas com diplomas duvidosos, o que desvia o foco do debate sobre oportunidades de trabalho. Mesmo assim, a frase já se tornou pauta de críticas e de protestos virais entre a Geração Z, que reagiu com humor e indignação nas plataformas digitais.

Movimento e reação online

Em menos de uma semana, um grupo criado pela reação ao comentário ganhou notoriedade. O chamado Partido Popular Barata, ou CJP, conquistou grande alcance no Instagram, chegando a quase 15 milhões de seguidores, superando o BJP, partido no poder, que registrou pouco menos de 9 milhões de seguidores no mesmo período. O logotipo do CJP é o contorno de uma barata dentro de um smartphone, e a sigla se apresenta como a voz dos desempregados.

O presidente da Suprema Corte later esclareceu que a fala tinha relação com casos de ingresso em carreiras por meio de diplomas não confiáveis, mas a controvérsia já havia ganhado contornos de movimento político online. A Índia é o país mais populoso do mundo e possui uma das maiores populações jovens, com cerca de 65% dos 1,42 bilhão de habitantes com menos de 35 anos.

Dados de desemprego e contexto

Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego entre pessoas com 15 anos ou mais foi de 3,1% em 2025. Entre jovens de 15 a 29 anos, a taxa ficou em 9,9%, com 13,6% nas áreas urbanas e 8,3% no rural. O aumento relativo entre esse grupo acende o debate sobre qualificação, empregabilidade e acesso a oportunidades no país.

O fundador do CJP, Abhijeet Dipke, de 30 anos, informou que, em menos de 7 dias, mais de 400 mil pessoas se inscreveram para integrar o partido por meio de um formulário online. Segundo ele, a maioria tem entre 19 e 25 anos, representando o núcleo do movimento.

O CJP definiu três critérios para adesão ao partido: desemprego, propensão à preguiça, tempo elevado de uso de internet e a habilidade de reclamar de forma constante sobre condições profissionais. A organização afirma representar um segmento de jovens descontentes com o mercado de trabalho, em meio a um cenário de desemprego estrutural.

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