- Aldo Rebelo mantém a pré-candidatura à Presidência e classifica Joaquim Barbosa como nome clandestino, sem apoio no Democracia Cristã.
- A disputa interna no DC ganhou força após João Caldas anunciar Barbosa como o novo pré-candidato no último sábado, 16 de maio.
- Rebelo disse não ter sido informado sobre a troca e afirmou ter sido pego de surpresa pela imprensa.
- O ex-ministro defende que a decisão sobre o candidato deve sair da convenção do partido, não de uma decisão isolada da presidência.
- Rebelo aparece com 0,2% de intenções de voto na pesquisa Atlas/Bloomberg.
Aldo Rebelo confirmou nesta quarta-feira que mantém sua pré-candidatura à Presidência. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou ter sua candidatura confirmada e criticou Joaquim Barbosa, chamando o ex-ministro do STF de nome clandestino e sem apoio no Democracia Cristã.
A disputa interna no DC começou após o presidente da sigla, João Caldas, anunciar Barbosa como o novo pré-candidato no último fim de semana, ainda que Rebelo já tivesse feito o lançamento oficial da candidatura em fevereiro. Rebelo disse ter sido pego de surpresa pela imprensa.
Ele afirmou que não houve comunicação formal sobre a suposta troca e que, se houver obstáculos, prefere judicializar o caso. Rebelo defendeu que a decisão da candidatura deve sair da convenção partidária, não de ato isolado da presidência.
O ex-ministro também ressaltou que Barbosa filiou-se ao PSB para concorrer em 2018, mas desistiu meses antes do pleito. Rebelo destacou a necessidade de unidade do partido para definir o candidato ao Planalto.
Atualmente Rebelo registra 0,2% das intenções de voto na pesquisa Atlas/Bloomberg. Com esse cenário, Caldas classificou a possível substituição como uma opção lógica, diante do baixo desempenho do ex-ministro.
Joaquim Barbosa foi indicado ao STF em 2003, pelo governo Lula. Tornou-se conhecido pela relatoria do processo do Mensalão em 2006 e assumiu a presidência do STF em 2012, deixando o cargo em 2014.
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