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Renan Santos diz que família Bolsonaro só existe se houver eleições

Renan Santos diz que a família Bolsonaro só existe politicamente se continuar em eleições, mirando manter liderança antipetista mesmo em derrota

"Eu acho o Bolsonaro um péssimo presidente e um líder ruim. E essa é a minha questão com ele", disse Renan Santos. - (crédito: Guilherme Damasceno/CB/D.A. Press)
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  • Renan Santos, pré-candidato pelo Missão, foi entrevistado pelo CB.Poder Especial para discutir cenário político e propostas para 2026.
  • Ele afirma que a “família Bolsonaro” só existe politicamente se continuar participando de eleições, mantendo liderança no bloco mesmo que Flávio Bolsonaro perca.
  • O político aponta limites na briga interna do bolsonarismo, entre manter uma candidatura derrotada e continuar ditando a antipetismo, citando áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Vorcaro.
  • A direita estaria em duas frentes: lealdade aos Bolsonaros, com Caiado e Zema, ou postura crítica ao governo; Santos diz ter sido sempre crítico a Jair Bolsonaro, mesmo durante o auge da popularidade.
  • O crescimento dele nas pesquisas, segundo Santos, não depende da chance de Flávio sair, mas da conversão eleitoral, com pesquisas como a Nexus mostrando atrair eleitores de Lula e de Bolsonaro.

Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Missão, foi o convidado do CB.Poder Especial nesta quinta-feira, 21/05. A entrevista, parceria entre o Correio e a TV Brasília, debateu o cenário político brasileiro e propostas para 2026. O tema central foi a influência da família Bolsonaro na política.

O dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL) afirma que a “família Bolsonaro” só existe politicamente se permanecer atuando em eleições. Ele sustenta que o objetivo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é manter liderança sobre o bloco, mesmo em possível derrota para Lula. O comentarista destacou tensões internas ao bolsonarismo e avaliou impactos de áudios envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Santos comentou que a direita possui dois caminhos: lealdade ao bolsonarismo, com figuras como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ou frentes críticas ao governo. O pré-candidato disse ter mantido posição crítica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo quando sua popularidade era alta, e afirmou que não é o mesmo comportamento adotado por seus aliados.

Além disso, o entrevistado citou o crescimento das suas intenções de voto como resultado de conversões eleitorais, e não apenas da possível saída de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, pesquisas indicam que ele atrai tanto eleitores do Lula quanto do Bolsonaro, dependendo da forma de apresentação de propostas.

O material completo da entrevista está disponível na íntegra na programação do CB.Poder, com perguntas formuladas por Adriana Bernardes e Mariana Niederauer. A conversa explora cenários para 2026, alianças políticas e estratégias de campanha.

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