- Salvador corre risco de ficar sem ônibus nesta sexta-feira, 22 de maio, devido ao impasse entre o Sindicato dos Rodoviários da Bahia e as empresas concessionárias (Íntegra) na Campanha Salarial 2026.
- A decisão sobre a paralisação será definida em assembleia geral extraordinária marcada para hoje, 21, na sede dos trabalhadores, em Brotas.
- Entre as reivindicações, estão ganho real, alimentação digna, organização das escalas e redução da jornada de trabalho, enquanto as empresas citam crise financeira e aumento de custos operacionais.
- O conflito tramita no âmbito do dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, com possibilidade de manutenção de frota mínima obrigatória para atender horários de pico.
- A Prefeitura de Salvador acompanha as negociações e avalia planos de contingência, como uso de frotas complementares, vans autorizadas e reforço do metrô.
O impasse entre trabalhadores e empresas de ônibus de Salvador pode deixar a cidade sem serviços de transporte nesta sexta-feira, 22 de maio. A greve deve ser decidida em assembleia da categoria, após falhas nas negociações da Campanha Salarial 2026. O sindicato dos rodoviários e as concessionárias, representadas pela associação Íntegra, disputam na Justiça do Trabalho.
A paralisação depende de uma votação marcada para a tarde desta quinta-feira, 21, na sede dos trabalhadores no bairro de Brotas. Rodeado de tensão, o processo envolve questões econômicas e estruturais que não chegaram a consenso nas últimas rodadas de conciliação.
O que está em jogo envolve remuneração, condições de trabalho e organização das escalas. Entre as reivindicações, destacam-se reajuste real, alimentação adequada, readequação de cartas horárias e a adoção de turnos de seis horas diárias. A patronal aponta crise financeira no sistema.
Diante da indefinição, tramita dissídio coletivo no TRT-5, buscando uma solução urgente antes do prazo de greve fixado para a zero hora de sexta. A Justiça pode decretar medidas liminares para manter parte da operação.
Caso haja paralisação, a prefeitura monitora o cenário e avalia contingências para minimizar impactos. A Semob planeja liberar frotas adicionais, utilizar vans autorizadas e reforçar linhas de metrô para atender áreas de maior demanda.
A prefeitura também trabalha com a possibilidade de manter frota mínima obrigatória, mantendo entre 10% e 50% dos ônibus em circulação nos horários de pico. A atuação judicial visa evitar suspensão total do serviço sem planejamento prévio, assegurando atendimento essencial.
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