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Senado pode negociar, mas não impor nome ao STF, afirma líder do governo

Líder do governo afirma que a indicação é prerrogativa do presidente; Senado pode negociar, mas não impor Messias ao STF

O senador Jaques Wagner durante entrevista à Folha em seu gabinete, em Brasília
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  • O líder do governo, Jaques Wagner, afirma que o Senado pode negociar reformas, mas não impor o nome de ministro para o Supremo Tribunal Federal; Messias foi rejeitado.
  • Wagner aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita reenviar Messias, mas diz não saber se a decisão já está tomada; prerrogativa de indicar é do presidente.
  • O senador critica a condução da sabatina e diz que o Senado “escorregou” na institucionalidade, responsabilizando o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
  • Questionado sobre a possibilidade de a nova indicação ocorrer apenas depois da eleição, Wagner afirma não ter certeza e indica que devem retomar o contato entre Lula e Alcolumbre.
  • Ele rejeita acusações de traição dentro do governo e afirma que a decisão final cabe ao presidente; comenta ainda que o entorno do caso envolve acordos e estratégias políticas.

O Senado pode negociar a indicação para o STF, mas não impor o nome de ministro, afirma Jaques Wagner. O líder do governo Lula disse que o presidente avalia reenviar Messias ao plenário, mesmo após a rejeição anterior, e que a decisão não está tomada. Wagner participa do debate em Brasília, respondendo sobre a dinâmica entre Executivo e Senado.

Em entrevista à Folha, o senador petista criticou a condução da indicação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que a prerrogativa de indicar cabe ao presidente da República. Ele minimizou a ideia de imposição, dizendo que é possível negociar, mas não impor. Wagner citou ainda que o cenário anterior foi mal conduzido e que houve um placar já sabido por parte dos contrários.

Wagner revelou ter ouvido de Lula a ideia de reencaminhar Messias ao STF, mas afirmou não saber se a decisão está tomada. O senador disse que o presidente e Alcolumbre devem reconstruir a relação e afirmou que não houve decisão definitiva sobre o novo envio. O relato reforça a oposição interna ao que chamou de “tração” de setores que teriam atuado contra Messias.

O parlamentar manteve a posição de que a sabatina deve avaliar o conhecimento jurídico e a reputação, e questionou por que, em 2026, não houve avaliação semelhante para Messias. Ele também comentou a influência de Rodrigo Pacheco e de outras figuras do Senado na composição do cenário, sem atribuir a Lula ou a outros um papel único na derrota.

Sobre o mapa de votos, Wagner apontou que houve inconsistência entre o esperado e o resultado final, sugerindo que alguém armou a oposição nos dias que antecederam a sabatina. Ele indicou ainda que não pretende apontar culpados, mas sugeriu que a conta envolve quem montou o time contrário e quem votou de forma contrária ao indicado.

Contexto e desdobramentos

O cenário envolve as relações entre Bolsonaro, o governo Lula e o Poder Legislativo, com o STF como alvo de uma futura indicação. A discussão decorre de decisões anteriores sobre Messias e das mensagens internas entre Lula, Alcolumbre e Pacheco. A possibilidade de uma nova nomeação permanece sob análise, sem definição pública até o momento.

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