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Autoridades ligadas a Trump tentam banir metade das máquinas de votação

Plano promovido por assessor de Trump visava banir máquinas da Dominion, buscando cédulas de papel, mas não teve base documental e foi abandonado

Funcionários eleitorais do Escritório do Supervisor de Eleições do Condado de Hillsborough trabalham para montar o equipamento de votação antecipada na Biblioteca da Filial Seffner-Mango em Seffner, Flórida, EUA, em 2 de agosto de 2024. REUTERS/Octavio Jones/Foto de Arquivo
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  • Autoridades da Casa Branca tentaram, no ano passado, banir as máquinas de votação usadas em mais da metade dos estados, citando riscos à segurança nacional.
  • O plano foi promovido por Kurt Olsen, assessor utilizado por Trump para investigar fraudes eleitorais e propor evidências.
  • A ideia incluía adotar um sistema nacional de cédulas de papel contadas à mão, em vez das máquinas com registro de papel auditável.
  • O esforço avançou a ponto de o Departamento de Comércio começar a avaliar justificativas para a ação, mas não houve evidências suficientes para sustentar a medida.
  • O episódio integra um conjunto de tentativas, associadas a Trump e aliados, de aumentar o controle federais sobre eleições locais e estaduais.

O plano promovido pelos assessores de segurança eleitoral ligados a Donald Trump visava banir no ano passado as máquinas de votação usadas em mais da metade dos estados dos EUA. A ideia era que o Departamento de Comércio declarasse que seus componentes representavam riscos à segurança nacional.

O movimento foi liderado por Kurt Olsen, advogado próximo a Trump, encarregado de respaldar teorias da conspiração sobre fraudes eleitorais. Segundo fontes familiarizadas com o tema, Olsen cogitou um sistema nacional de cédulas de papel contadas à mão para substituir as urnas automatizadas.

O objetivo era enfrentar supostamente vulnerabilidades existentes nas máquinas da Dominion Voting Systems. A proposta ganhou tração após brainstormings entre Olsen e outras autoridades sobre a possibilidade de o governo federal assumir o controle das eleições estaduais.

Desdobramentos e contexto

O plano chegou a avançar até setembro, quando autoridades do Departamento de Comércio começaram a avaliar justificativas para aplicá-lo. No entanto, não houve evidências suficientes para sustentar a medida, e a iniciativa foi abandonada.

Entre os envolvidos apareceram nomes ligados ao Conselho de Segurança Nacional e ao escritório de inteligência da Casa Branca, com ligações a Tulsi Gabbard e a funcionários do ODNI. A intenção era revisar a viabilidade de descredenciar os equipamentos da Dominion antes das eleições de meio de mandato.

Autoridades de governo indicam que o episódio faz parte de um esforço mais amplo para ampliar a supervisão federal sobre processos eleitorais locais, sob o argumento de evitar fraudes. Consultadas, representantes do Department of Commerce e do ODNI não se manifestaram sobre todos os aspectos do tema.

Especialistas independentes destacam que a maioria das jurisdições já utiliza registros em papel em conjunto com urnas eletrônicas para auditoria. Em defesa, especialistas apontam riscos de contagem manual, como erros e possibilidades de fraude.

A Casa Branca afirmou que a reportagem descreve vazamento seletivo e desinformação, sem comentar detalhes operacionais. Autoridades citadas pela Reuters não foram cotadas em tempo para oferecer respostas adicionais.

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