- Beto Louco fechou acordo de delação com a Justiça na Bahia após ter proposta rejeitada pelo Ministério Público em São Paulo.
- O acordo, centrado em fatos ocorridos no estado, foi possível por meio de negociação com a promotoria baiana e subsidiou a Operação Khalas deflagrada nesta quinta-feira em Feira de Santana, que resultou na prisão de um servidor público estadual e de mais duas pessoas.
- A investigação envolve um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis, com prejuízo estimado de aproximadamente R$ 400 milhões em ICMS e adulteração de mais de 111 milhões de litros desde 2023.
- Além das prisões, foram cumpridos treze mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias; dois servidores municipais de Candeias foram afastados.
- Segundo o Ministério Público da Bahia, o grupo pagava vantagens a servidores para obter proteção e facilitar ilícitos, ocultando importação de insumos como nafta e solventes para unidades de mistura clandestinas, que revendiam o combustível como diesel e gasolina sem recolhimento tributário.
O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, fechou um acordo de delação com a Justiça na Bahia. A colaboração foi formalizada após negociação com promotoria baiana, vinculada à operação Carbono Oculto. A prisão do acordo ocorreu em meio a desdobramentos da investigação.
O acordo, inicialmente rejeitado pelo Ministério Público de São Paulo, passou a vigorar com foco nos atos ocorridos na Bahia. As investigações envolvem uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, relacionado ao PCC.
A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, nesta quinta, a Operação Khalas com base nas informações do acordo de delação. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias, e um servidor público estadual foi preso em Feira de Santana.
Além disso, dois servidores municipais de Candeias foram afastados. O MP baiano aponta que o grupo utilizava pagamentos de vantagens a autoridades para obter proteção e facilidades ilegais. O objetivo era ocultar importação de insumos e desviar produtos para unidades de mistura clandestinas.
Os promotórios explicam que os insumos, como nafta e solventes químicos, eram levados a batedeiras, locais onde eram misturados e revendidos como diesel e gasolina. A prática violava o recolhimento tributário e envolvia autuações fiscais milionárias suprimidas mediante propina.
Segundo a apuração, o esquema teria causado prejuízo aos cofres públicos estimado em cerca de R$ 400 milhões em ICMS. Entre 2023 e o momento, teriam sido adulterados mais de 111 milhões de litros de combustíveis no complexo criminoso.
Entre na conversa da comunidade