- A Câmara informou ao STF que os pedidos de viagem internacional de Mário Frias ainda estão em apreciação e não tiveram autorização formal.
- As viagens solicitadas são ao Bahrein, entre 12 e 18 de maio, e aos Estados Unidos, entre 19 e 21 de maio de 2026, com afastamento total de 11 a 22 de maio.
- Frias continua no exercício do mandato; houve licença por tratamento de saúde de 14 a 27 de abril de 2026.
- O caso envolve investigação sobre emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à Go Up Entertainment, com repasse de 2 milhões de reais, e dúvidas sobre a aprovação pela Câmara.
- Frias afirmou que pretende esclarecer a situação a Flávio Dino; o tema está vinculado à polêmica sobre financiamento do filme de Jair Bolsonaro, com áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento.
A Câmara dos Deputados informou ao STF que os pedidos de viagem internacional apresentados pelo deputado Mário Frias seguem em apreciação, sem autorização formal. A resposta ocorreu após pedido de esclarecimentos do ministro Flávio Dino sobre deslocamentos ao Bahrein e aos EUA.
Frias está afastado na prática das funções institucionais por ocasião das missões propostas, com datas que vão de 12 a 18 de maio para o Bahrein e de 19 a 21 de maio para os Estados Unidos, totalizando 11 a 22 de maio de 2026. A Câmara afirma que o parlamentar continua no exercício do mandato.
O documento também aponta que Frias esteve em licença médica entre 14 e 27 de abril de 2026. O STF investiga o envio de emendas parlamentares para a ONG de Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora Go Up Entertainment, responsável por filmar Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Viagens de Frias ao Bahrein e aos EUA
Segundo o ofício, a Câmara não autorizou as missões até o momento. O ministro Dino pediu informações sobre a situação funcional do deputado, incluindo autorização, duração da permanência, custos e eventuais pagamentos ligados à missão.
O andamento do caso ocorre no contexto de apuração de emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, no valor de 2 milhões de reais. A produção envolve a empresa e projetos sociais, com investigação sobre a origem de recursos.
Contexto do financiamento do filme Dark Horse
Frias atua como produtor executivo do longa e está no centro das controvérsias ligadas ao financiamento, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Áudios indicam cobrança de repasses para a produção, conforme reportagens.
Em resposta às informações divulgadas, Frias negou ligação de Vorcaro a recursos do filme em uma nota publicada pela imprensa. Posteriormente, o parlamentar afirmou que o relacionamento jurídico foi firmado com outra empresa, não com o Banco Master.
Entre na conversa da comunidade