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Carney diz que Alberta é essencial ao Canadá; voto sobre separação é planejado

Alberta marcará plebiscito sobre separação, enquanto governo federal busca manter a unidade do país, em meio a contestações legais e pressão política

Reuters A close-up image of Mark Carney mid-speech. He has short grey and black hair and grey eyes.
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  • Alberta marcou para 19 de outubro o voto sobre ficar no Canadá ou iniciar, no futuro, o processo para um plebiscito vinculante sobre independência.
  • O primeiro-ministro Mark Carney disse que Alberta é parte essencial do país durante visita ao prédio do parlamento.
  • Há um movimento separatista crescente na província rica em petróleo; pesquisas mostram a maioria albertana tende a não apoiar a separação, cerca de 25% defendem independência, com petições já reunindo números expressivos.
  • Jurídico: decisão recente impediu a verificação de assinaturas da petição por falha de consulta a povos indígenas; o governo de Danielle Smith pretende recorrer, mantendo o pleito em suspenso.
  • Smith afirmou que votará pela permanência do Alberta no Canadá e planeja atuar a favor da posição pró-Canadá durante o verão; críticas de grupos indígenas e da oposição também foram registradas.

A Alberta anunciou nesta sexta-feira que realizará um referendo para decidir entre permanecer no Canadá ou promover uma separação por meio de votação vinculante. O anúncio ocorreu um dia após o governo provincial confirmar a consulta.

O primeiro-ministro Mark Carney classificou a província como parte essencial do país, destacando as grandes contribuições de Alberta e o esforço do governo federal para melhorar o Canadá, incluindo Alberta. A visita dele ocorreu durante obras no prédio do parlamento.

O plebiscito sobre o futuro de Alberta é visto como o teste mais relevante de unidade do Canadá em décadas, diante de um movimento separatista crescente na província rica em petróleo. Pesquisas indicam maioria pela permanência no país, com aproximadamente 25% a favor da independência.

Uma petição pró-unidade já reuniu cerca de 400 mil assinaturas neste ano, enquanto outra mobilização pela separação chegou a mais de 300 mil assinaturas, suficiente para acionar o processo. Controvérsias legais interromperam a verificação de assinaturas recentemente.

Antes disso, uma decisão judicial impediu a verificação das assinaturas e suspendeu o pleito, alegando falhas no processo de consulta a povos indígenas. A líder Danielle Smith mantém a posição de realizar o plebiscito no futuro, defendendo a voz dos Albertanos.

Entre os desdobramentos, Smith marcou voto em 19 de outubro para decidir se Alberta permanece no Canadá ou inicia o caminho para um referendo vinculante sobre independência mais adiante. O governo já recorre da decisão judicial.

Smith afirmou que não cederá diante de eventuais atrasos legais e que apoiará o lado pró-Canadá neste verão, com visitas públicas. A líder afirmou que o futuro de Alberta deve ser decidido pelos canadianos, não pelo Judiciário.

Críticas e reações divergentes surgiram. A nação Cree de Sturgeon Lake classificou o governo de não democrático e autoritário. Líderes da oposição também manifestaram ceticismo quanto à necessidade do plebiscito.

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