- Deolane Bezerra foi presa na casa dela, em Barueri, durante a Operação Vérnix, e chegou às 12h01 de sexta-feira à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP), após passar a noite na Penitenciária Feminina de Santana.
- A investigação aponta que ela atuava como “caixa do crime organizado” no esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC.
- Uma transportadora de Presidente Venceslau movimentou recursos ligados ao PCC, e a Justiça bloqueou R$ 27 milhões pertencentes a Deolane.
- O fluxo envolvia várias contas de pessoa física e jurídica, caracterizando a dissimulação para ocultar a origem ilícita dos valores.
- O governador Tarcísio de Freitas informou que a operação visou promover a “asfixia financeira” do PCC.
Deolane Bezerra, advogada e influenciadora digital, foi presa na quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que apura esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. Ela chegou ao complexo penitenciário de Tupi Paulista (SP) às 12h01 desta sexta-feira (22). A detenção ocorreu na casa dela, Barueri (SP), e a prisão initial foi realizada na Grande São Paulo.
Segundo as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, a advogada atuava como caixa do crime organizado dentro da estrutura da facção. Após a prisão, foi levada para a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo, de onde saiu por volta das 5h em direção ao interior paulista.
A atuação apontada envolve o recebimento de recursos do grupo criminoso via contas ligadas a Deolane, com os valores misturados a outras atividades para dificultar o rastreamento. Uma transportadora de cargas, com sede em Presidente Venceslau, no interior, seria utilizada para movimentar parte dos recursos ilícitos.
Embora as autoridades tenham identificado diversas transferências, o montante exato transferido pela transportadora para as contas da influenciadora ainda não foi apurado. A Justiça já bloqueou R$ 27 milhões em bens de Deolane.
A investigação também aponta a participação de várias contas, tanto de pessoa física quanto jurídica, na chamada etapa de dissimulação, que visa afastar a origem ilícita dos recursos. O objetivo é dificultar o rastreamento financeiro.
Desdobramentos da operação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a operação teve como objetivo promover a asfixia financeira do PCC. O comentário foi feito durante agenda em Bauru (SP) e faz referência à atuação da CPJ de Presidente Venceslau na manhã de quinta-feira.
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