- A pesquisa Datafolha aponta Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 31% no primeiro turno, após vazamentos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ampliando a vantagem de Lula para nove pontos.
- Em comparação com o levantamento anterior, Lula subiu de 38% e Flávio caiu de 35%, apontando desgaste da candidatura de Flávio após o escândalo.
- No segundo turno, Lula aparece com 47% ante 43% de Flávio, ampliando a vantagem e tirando o cenário de empate técnico.
- Como plano B da direita, Michelle Bolsonaro surge com 22% no primeiro turno (sem Flávio), vencendo nomes da centro-direita como Romeu Zema, com 6%, e Ronaldo Caiado, com 5%.
- O episódio expõe as engrenagens das relações institucionais do senador e força o PL a recalcular a rota entre a herança familiar e a viabilidade eleitoral.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o impacto do vazamento de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O levantamento aponta queda na candidatura de Flávio e ganho para Lula no primeiro turno.
Na simulação de voto, Lula aparece com 40% ante 31% de Flávio Bolsonaro, fruto do desgaste provocado pela divulgação das conversas, ocorrida após a divulgação pelo The Intercept Brasil. Em comparação com a edição anterior, Lula subiu dois pontos e Flávio caiu nove pontos.
No segundo turno, a distância entre os dois ficou ainda mais expressiva: Lula atingiu 47% e Flávio 43%, com a margem de erro mantendo o cenário fora do alcance imediato do clã Bolsonaro. O episódio envolve também possíveis vínculos entre o parlamentar e patrocinadores para uma obra cinematográfica.
Como alternativa, o Datafolha testou o desempenho da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Sem a participação de Flávio, ela chegaria a 22% no primeiro turno, superando Romeu Zema (6%) e Ronaldo Caiado (5%). Ainda assim, em um eventual segundo turno contra Lula, Michelle ficaria em 43% a 48%.
Na pesquisa, nomes como Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3%), Renan Santos e Samara Martins aparecem em posições de menor escala no conjunto de candidatos à esquerda, à direita e à centro-direita. O estudo aponta que o episódio expôs fragilidades institucionais e movimentou o desenho da campanha do PL nesse período de definição eleitoral.
O resultado também sugere que o espaço de oposição pode reconfigurar estratégias ao tratar o episódio como evidência de problemas de gestão e comunicação. A pesquisa não expressa visões de opinião, apenas reflete números de intenção de voto, sem julgamento sobre as candidaturas.
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