- A Câmara dos Deputados informou ao STF que o deputado Mário Frias pediu autorização para viagens oficiais ao Bahrein (12 a 18 de maio) e aos Estados Unidos (19 a 21 de maio, ambos ainda em apreciação).
- Frias viajou aos dois países sem aguardar a resposta da Câmara, por conta própria.
- O STF investiga a destinação de emendas para o Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora Go Up Enterteinment, responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro.
- Frias afirma não haver irregularidades nas emendas, citando parecer da Advocacia da Câmara que aponta ausência de vícios formais.
- A apuração envolve a tentativa de financiar a filmagem de Bolsonaro com recursos públicos, tema que chegou ao STF após denúncia de Tabata Amaral.
A Câmara dos Deputados informou ao STF que o deputado Mário Frias (PL-SP) apresentou dois pedidos de autorização de viagem oficial, ao Bahrein e aos Estados Unidos, ambos ainda em apreciação. A comunicação foi enviada ao ministro Flávio Dino na sexta-feira (22), em resposta a requerimento do relator da apuração sobre o destino de emendas para uma ONG associada à produção do filme de Bolsonaro.
Frias solicitou missões oficiais ao Bahrein, entre 12 e 18 de maio, e aos EUA, entre 19 e 21 de maio. Mesmo com a tramitação em curso, o deputado viajou aos dois países por conta própria, sem aguardar a resposta da Câmara. A informação foi confirmada pela própria Casa.
Segundo a apuração, Frias integra a equipe associada à produção do longa Dark Horse, da Go Up Entertainment, e atuaria como produtor executivo. A tramitação das emendas e a destinação de recursos públicas ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora, são objeto de avaliação pelo STF desde o mês anterior.
Desdobramentos
O STF investiga o envio de 2 milhões de reais para o Instituto Conhecer Brasil, entidade vinculada à Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou representação solicitando apuração sobre possível desvio de finalidade.
Frias sustenta que as emendas não apresentam irregularidades e cita parecer da Advocacia da Câmara que, segundo ele, atesta a inexistência de vícios formais. O ministro Flávio Dino pediu explicações à Câmara, que respondeu incluindo as informações sobre as autorizações de viagem.
A apuração também envolve informações sobre assistências a financiadores do projeto, com repercussões sobre a própria viabilidade financeira do filme. A defesa do deputado ressalta que não houve confirmação de irregularidade e que os procedimentos seguiram trâmites internos.
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