- A Câmara dos Deputados enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um ofício informando que o deputado Mário Frias viajou ao exterior sem autorização para uma missão oficial.
- A medida ocorre após o STF não conseguir localizar Frias por quase um mês e tentar entender o envio de uma emenda de R$ 2 milhões destinada a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
- Frias afirmou nas redes sociais que está em missão autorizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, e que chega ao Brasil em 25 de maio.
- A Câmara informou que Frias solicitou duas missões internacionais em maio: ao Bahrein, de 11 a 19, e aos Estados Unidos, de 19 a 21, com afastamento de 18 a 22 de maio, mas os pedidos ainda estavam em análise e ele viajou sem autorização prévia.
- O STF busca ouvir Frias para esclarecer o repasse da emenda e os desdobramentos da viagem.
O deputado Mário Frias (PL-SP) viajou ao exterior sem autorização para missão oficial, segundo ofício da Câmara ao STF divulgado na quinta-feira (21). A informação atende a requerimento do ministro Flávio Dino, que pediu explicações em até 48 horas após não localizar o parlamentar por quase um mês.
A Câmara informou ao STF que Frias apresentou dois pedidos de missão para maio. O primeiro mirava o Reino do Bahrein, entre 11 e 19 de maio, e o segundo os Estados Unidos, entre 19 e 21 de maio, com afastamentos de 18 a 22 de maio. Entretanto, os pedidos seguem em apreciação.
O STF busca entender o envio de uma emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões destinada a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, obra sobre Jair Bolsonaro. A Corte tenta intimar Frias para prestar esclarecimentos sobre esse repasse.
Nas redes, Frias afirmou estar em missão autorizada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em post na X, ele disse que chega ao Brasil no dia 25 de maio e se colocou à disposição para um encontro com o ministro.
A Câmara também informou que Frias viajou sem autorização prévia, apesar de haver confirmação de duas solicitações de missão. O órgão ressalta que, mesmo com pedidos em análise, não houve autorização formal para a viagem.
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