- O Ministério Público do Rio de Janeiro mandou um ofício ao governador interino Ricardo Couto solicitando documentos sobre suspeitas de irregularidades na administração estadual, após a exoneração de 2.500 servidores comissionados desde 23 de março.
- A CGE informou auditorias em seis mil e setecentos contratos públicos estaduais, totalizando R$ 81 bilhões, com indícios de irregularidades em contratações diretas.
- O MP-RJ aponta um rombo estimado em R$ 20 bilhões na Secretaria de Fazenda, com sinais de má gestão, contratações irregulares e desvio de finalidade de recursos públicos.
- O documento aborda exonerações de servidores considerados fantasmas, distribuição político-partidária de cargos em secretarias e autarquias e revisão de processos administrativos classificados como sigilosos, questionando a validade de sigilos que possam ocultar irregularidades.
- O MP-RJ destacou que não recebeu até o momento documentação técnica sobre auditorias internas, medidas cautelares ou identificação de responsáveis, além de mencionar investigações envolvendo RioPrevidência, Cedae e Grupo Refit; o governo interino anunciou recomposição salarial para mais de quatrocentos mil servidores.
O Ministério Público do Rio de Janeiro enviou um ofício ao governador interino Ricardo Couto, solicitando documentos sobre suspeitas de irregularidades na gestão estadual. O pedido ocorreu na quarta-feira, após a exoneração de 2.500 servidores comissionados desde 23 de março, quando Cláudio Castro renunciou.
O MP-RJ aponta auditorias em 6.700 contratos estaduais, totalizando 81 bilhões de reais, realizadas pela CGE. Há indícios de irregularidades em contratações diretas e possíveis falhas de gestão.
Itens solicitados
O documento lista a relação de servidores exonerados desde março de 2026 e relatórios da CGE sobre auditorias. Também requer informações sobre contratos suspensos ou rescindidos e processos com sigilo revisado.
O despacho cita investigações envolvendo RioPrevidência, Cedae e o Grupo Refit, além de ações relacionadas às operações Sem Refino e Barco de Papel. O MP questiona a validade de sigilos que possam ocultar irregularidades.
Outros pontos do ofício
Entre os itens, há identificação de agentes públicos citados em relatórios da Polícia Federal e as providências administrativas adotadas pelo governo. O MP afirma não ter recebido, até o momento, documentação técnica sobre auditorias internas ou danos ao erário.
O governo interino informou, ainda, a recomposição salarial que beneficiará mais de 400 mil servidores estaduais. A medida também integra o contexto de ajustes e controles administrativos em curso.
O MP-RJ continua monitorando o andamento das apurações e a disponibilização dos documentos solicitados, sem prejulgamentos ou conclusões. As informações devem subsidiar futuras análises sobre a gestão estadual.
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