- A 11ª fase da Operação Mute apreendeu 534 celulares entre 18 e 21 de maio, em 23 unidades da Federação, com 2.854 policiais penais atuando em 49 estabelecimentos prisionais.
- Ao todo, 2.611 celas foram periciadas; o balanço é parcial, pois a operação segue neste sábado.
- Esta foi a primeira ação realizada em todos os estados no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado.
- O governo lançou o programa com investimento de R$ 11 bilhões, estruturado em quatro eixos estratégicos: asfixia financeira de facções, fortalecimento da segurança nos presídios, qualificação nas investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
- Com os resultados da 11ª fase, o acumulado chega a 8.500 aparelhos apreendidos, 41.457 policiais penais, 680 estabelecimentos prisionais e 40.214 celas revistadas.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a apreensão de 534 celulares durante a 11ª fase da Operação Mute, realizada entre 18 e 21 de maio. A força-tarefa atuou em 23 unidades da Federação, com 2.854 policiais penais mobilizados em 49 estabelecimentos prisionais. Ao todo, 2.611 celas foram periciadas. O balanço é parcial, pois a operação segue neste sábado.
Essa é a primeira ação executada em todos os estados da federação no âmbito do Programa Brasil contra o Crime Organizado. No início do mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o programa, com investimento de 11 bilhões, em parceria com os estados, estruturado em quatro eixos estratégicos: asfixia financeira de facções, fortalecimento da segurança nos presídios, qualificação nas investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas.
Contexto do Programa Brasil contra o Crime Organizado
Conforme o MJSP, a ação busca ampliar o uso de tecnologias e procedimentos de inspeção, com foco em alas ocupadas por presos ligados às principais facções do país. A iniciativa prevê o uso de equipamentos como scanners e outros dispositivos de verificação em unidades selecionadas.
Com os resultados da 11ª fase da Operação Mute, o acumulado alcança 8.500 aparelhos celulares apreendidos em celas de detentos considerados de alta periculosidade, segundo dados oficiais. O programa envolve 41.457 policiais penais e 680 estabelecimentos prisionais participantes.
Desdobramentos e alcance regional
Ao todo, 40.214 celas foram revistadas nas ações já realizadas. A operação tem como objetivo interromper atividades ilícitas coordenadas de dentro das cadeias, como tráfico de drogas, extorsões, golpes virtuais e ordens para práticas criminosas externas. André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, informou que o mapeamento das unidades busca silenciar rapidamente golpes por meio de ligações telefônicas. A operação deve ocorrer, segundo ele, pelo menos duas vezes por mês em vários estados, sem aviso prévio.
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