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Primo e Beto Louco ligados ao PCC e a delatores de sonegação na Bahia

Operação Khalas prende três servidores na Bahia após delação de Beto Louco e Primo, evidenciando esquema de sonegação que gerou cerca de R$ 400 milhões

Os empresários Mohamad Hussein Mourad (esq.), o 'Primo', e Roberto Augusto Leme da Silva (dir.), o 'Beto Louco'
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  • Delatores Roberto Augusto Lemes da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, levaram o Ministério Público da Bahia a deflagrar a Operação Khalas, que resultou na prisão de três servidores públicos por suspeita de envolvimento em sonegação de impostos.
  • As fraudes teriam gerado um prejuízo de cerca de R$ 400 milhões aos cofres públicos, segundo o jornal Estadão; a operação Carbono Oculto ocorreu em agosto de dois mil e vinte e cinco, em dez estados.
  • Primo, dono da distribuidora Aster, seria o epicentro da operação associada ao Primeiro Comando da Capital, que envolvia lavagem de dinheiro na cadeia produtiva de postos de combustíveis; a Aster teve a atuação suspensa pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dois mil e vinte e quatro.
  • O grupo Copape/Aster seria comandado por Primo e por Beto Louco, com adulteração de 11 milhões de litros de combustível na Bahia desde dois mil e vingtitrês; as investigações apontam ocultação de insumos e propina para evitar tributos.
  • A operação também levou à prisão de Olavo Oliva, auditor fiscal, e abriu desdobramentos sobre Cyro Valentini (dono da refinaria Dax), que está em Portugal; foram apreendidos trezentos e vinte e seis mil reais em espécie e realizados 13 mandados de busca, com bens bloqueados de cinco pessoas físicas e sete jurídicas.

A Operação Khalas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia, prendeu três servidores públicos em um esquema de sonegação de impostos. A ação envolve os empresários Roberto Augusto Lemes da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo. O caso ganhou repercussão após apuração do Estadão, que aponta prejuízo estimado de 400 milhões de reais aos cofres públicos.

Beto Louco e Primo estariam entre os principais operadores de um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital, segundo as investigações. A rede atuaria na cadeia produtiva de postos de combustíveis, com prática de lavagem de dinheiro e fraude fiscal. Defesas dos investigados não comentaram o conteúdo até o momento.

O relatório inicial indica que a operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025 em 10 estados, deu margem à prisão de envolvidos. No âmbito baiano, a Operação Primus, ocorrida em outubro do ano anterior, decretou a prisão de Beto Louco e Primo, que eram considerados foragidos.

Operação Khalas

Mohamad Hussein Mourad, o Primo, chefiaria a distribuidora de combustíveis Aster e controlaria parte das atividades da Copape, ligada à comercialização de combustível. Parte das operações estaria vinculada a movimentações no BK Bank, com volumes de R$ 17,7 bilhões sob investigação.

A rede criminosa seria responsável por fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Investigadores afirmam que Primo e Beto Louco coordenaram a adulteração de combustível na Bahia desde 2023, com o uso de laranjas para representar empresas de fachada.

Segundo as apurações, a organização geria operações com a parceria Copape/Aster, monitoradas pela ANP. Além disso, foram apreendidos documentos e bens para bloquear ativos, com medidas envolvendo pessoas físicas e jurídicas.

A delação premiada foi aceita pelo MP da Bahia após tentativas em outras regiões do país não avançarem. Entre os desdobramentos, Olavo Oliva, auditor fiscal da COPEC, foi preso durante a Khalas. Cyro Valentini, proprietário da refinaria Dax, também é alvo, mas está em Portugal.

As investigações apontam que o esquema ocultava a importação de insumos como nafta e solventes, desviando-os para unidades clandestinas de mistura, chamadas de batedeiras. Nesses locais, o combustível era vendido como diesel e gasolina, com sonegação fiscal facilitada por pagamentos de propina.

A operação resultou na apreensão de R$ 263 mil em espécie com Oliva, além de 13 mandados de busca em Salvador, Feira de Santana, Candeias e Camaçari. Cinco pessoas físicas e sete empresas tiveram bens bloqueados pela Justiça conforme anúncio da investigação.

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