- O promotor Lincoln Gakiya afirma que a influenciadora Deolane Bezerra mantém relação direta e íntima com a família Camacho, liderada por Marcola, e com Paloma Camacho, apontados na investigação Vérnix.
- Deolane foi presa na quinta-feira e transferida para uma cadeia no interior do estado na sexta-feira; a prisão preventiva permanece.
- A Promotoria afirma que Deolane forneceu contas para a lavagem de dinheiro do grupo criminoso, uso que a defesa nega.
- Segundo o promotor, houve aumento patrimonial superior a R$ 140 milhões entre 2020 e 2022, considerado incompatível com as atividades da influenciadora; Paloma seria interlocutora das operações.
- A defesa pediu prisão domiciliar, citando ser mãe de uma criança de 9 anos e apreciação de entendimento do STF; a promotoria diz que a audiência de custódia não revisa fundamentos da prisão.
O promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, afirma que a influenciadora Deolane Bezerra mantém relação direta e íntima com a família de Marcola, líder do PCC. Ela foi presa na operação Vérnix, na quinta-feira (21), e transferida para uma cadeia no interior na sexta (22).
Segundo Gakiya, a investigação evidenciou a proximidade da artista com a cúpula da facção, incluindo Paloma Camacho e Alexandro, filhos de Marcolinha. A defesa nega participação em crimes e sustenta que Deolane advogava.
Gakiya aponta ganhos superiores a R$ 140 milhões entre 2020 e 2022, afirmando que o patrimônio não condiz com as atividades da influenciadora. Ela, segundo ele, deverá ser denunciada por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Paloma Camacho seria interlocutora da lavagem de dinheiro da família. Segundo o promotor, Paloma e Deolane chegaram a residir no mesmo bairro, reforçando os vínculos entre as investigadas. A viagem pela Europa também é citada como indicativo de relação.
A defesa sustenta que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e pede prisão domiciliar, alegando possível violação de entendimento do STF sobre medidas para mães. A Procuradoria afirma que a audiência não revisa a prisão preventiva, apenas homologaria a medida.
Deolane chorou em audiência de custódia e disse ter sido presa por advogar em um processo antigo, envolvendo depósito de R$ 24 mil para um cliente. A polícia não identificou o cliente nem o teor do caso.
A defesa de Marcola afirma que é improvável ele comandar o PCC de dentro do sistema prisional, com monitoramento de áudio e vídeo. Marcola está desde 2019 em prisão federal de segurança máxima em Brasília.
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