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SEPI e o desorden industrial no governo Sánchez

SEPI, sob controle do governo, acumula críticas por resgates de Air Europa e Plus Ultra, evidenciando ausência de política industrial clara

La presidenta de la Sociedad Estatal de Participaciones Industriales (SEPI), Belén Gualda, el 13 de abril ante la comisión del Senado que investiga la gestión de esta sociedad.
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  • A SEPI foi criada em 1996 e ficou sob controle de Hacienda a partir de uma mudança em 2018, sem que o governo Sánchez tenha reformulado seu modelo de gestão.
  • A entidade figura em controvérsias, incluindo a imputação de José Luis Rodríguez Zapatero por suposta intermediação na concessão de ayudas à aerolínea Plus Ultra.
  • Em 2018-2019, Vicente Fernández Guerrero assumiu a presidência da SEPI; envolvido em investigações por adjudicações públicas irregulares ligadas à SEPI, com desdobramentos até 2025.
  • Em 2020-2021 foi criado o Fondo de Ayuda a la Solvencia; em 2020 foram aprovados 475 milhões para Air Europa e, em 2021, 53 milhões para Plus Ultra, com parte como crédito participativo.
  • Entre 2023 e 2025, a STC adquiriu participação na Telefónica, levando a atuação do Estado via SEPI; mudanças de presidência em Telefónica e Indra envolveram reestruturações e questionamentos sobre transparência e política industrial.

La SEPI, criada em 10 de janeiro de 1996, emergiu das cinzas do INI e ficou ligada ao Ministério de Indústria e Energia. Com o tempo, o controle foi sendo deslocado, chegando às mãos do ministro da Hacienda, até que uma mudança em 2018 consolidou a influência do Ministério da Fazenda sobre a presidência e o conselho.

Em 2018, Vicente Fernández Guerrero assumiu a presidência da SEPI pela então ministra da Hacienda, Maria Jesús Montero. O episódio marcou o início de uma gestão sob forte influência do governo, com mudanças que repercutiram em diversas companhias sob a tutela pública, entre elas Correos e Navantia.

Mudanças e controvérsias

Em 2020, a SEPI criou o Fondo de Ayuda a la Solvencia de Empresas Estratégicas, com recursos para socorrer empresas estratégicas como Air Europa. Em 2021 veio o segundo socorro, destinado à Plus Ultra, com 53 milhões de euros em apoio público para manter operações de voo.

Belén Gualda assumiu a presidência da SEPI em 2021, após a saída de Fernández. A gestão coincidiu com controvérsias em serviços postais e com a ampliação de intervenções políticas em empresas sob participação estatal, incluindo a Correos, que registrou prejuízos de quase 700 milhões entre 2018 e 2023.

Expansões e implicações

No fim de 2023, a STC, estatal saudita, adquire participação na Telefónica, levantando questões sobre o papel da SEPI nesse processo. Entre 2024 e 2025, o governo avançou na participação direta na operadora, influenciando mudanças de comando na liderança, com desdobramentos sobre a direção de Indra e de outras empresas do portfólio.

Empresas ligadas à SEPI enfrentaram críticas quanto à falta de uma política industrial clara, abrindo espaço para controvérsias sobre governança. Observadores ressaltam a necessidade de maior transparência para evitar operações que possam prejudicar o interesse público.

Contexto institucional

O enrolado histórico envolve nomes ligados ao PSOE e ao governo, além de figuras próximas ao Ibex 35. A condução de reestruturações, substituições de executivos e alianças com o setor financeiro motivou debates sobre o papel da SEPI na formulação de políticas industriais e na supervisão de empresas estratégicas.

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