- A SEPI foi criada em 1996 e ficou sob controle de Hacienda a partir de uma mudança em 2018, sem que o governo Sánchez tenha reformulado seu modelo de gestão.
- A entidade figura em controvérsias, incluindo a imputação de José Luis Rodríguez Zapatero por suposta intermediação na concessão de ayudas à aerolínea Plus Ultra.
- Em 2018-2019, Vicente Fernández Guerrero assumiu a presidência da SEPI; envolvido em investigações por adjudicações públicas irregulares ligadas à SEPI, com desdobramentos até 2025.
- Em 2020-2021 foi criado o Fondo de Ayuda a la Solvencia; em 2020 foram aprovados 475 milhões para Air Europa e, em 2021, 53 milhões para Plus Ultra, com parte como crédito participativo.
- Entre 2023 e 2025, a STC adquiriu participação na Telefónica, levando a atuação do Estado via SEPI; mudanças de presidência em Telefónica e Indra envolveram reestruturações e questionamentos sobre transparência e política industrial.
La SEPI, criada em 10 de janeiro de 1996, emergiu das cinzas do INI e ficou ligada ao Ministério de Indústria e Energia. Com o tempo, o controle foi sendo deslocado, chegando às mãos do ministro da Hacienda, até que uma mudança em 2018 consolidou a influência do Ministério da Fazenda sobre a presidência e o conselho.
Em 2018, Vicente Fernández Guerrero assumiu a presidência da SEPI pela então ministra da Hacienda, Maria Jesús Montero. O episódio marcou o início de uma gestão sob forte influência do governo, com mudanças que repercutiram em diversas companhias sob a tutela pública, entre elas Correos e Navantia.
Mudanças e controvérsias
Em 2020, a SEPI criou o Fondo de Ayuda a la Solvencia de Empresas Estratégicas, com recursos para socorrer empresas estratégicas como Air Europa. Em 2021 veio o segundo socorro, destinado à Plus Ultra, com 53 milhões de euros em apoio público para manter operações de voo.
Belén Gualda assumiu a presidência da SEPI em 2021, após a saída de Fernández. A gestão coincidiu com controvérsias em serviços postais e com a ampliação de intervenções políticas em empresas sob participação estatal, incluindo a Correos, que registrou prejuízos de quase 700 milhões entre 2018 e 2023.
Expansões e implicações
No fim de 2023, a STC, estatal saudita, adquire participação na Telefónica, levantando questões sobre o papel da SEPI nesse processo. Entre 2024 e 2025, o governo avançou na participação direta na operadora, influenciando mudanças de comando na liderança, com desdobramentos sobre a direção de Indra e de outras empresas do portfólio.
Empresas ligadas à SEPI enfrentaram críticas quanto à falta de uma política industrial clara, abrindo espaço para controvérsias sobre governança. Observadores ressaltam a necessidade de maior transparência para evitar operações que possam prejudicar o interesse público.
Contexto institucional
O enrolado histórico envolve nomes ligados ao PSOE e ao governo, além de figuras próximas ao Ibex 35. A condução de reestruturações, substituições de executivos e alianças com o setor financeiro motivou debates sobre o papel da SEPI na formulação de políticas industriais e na supervisão de empresas estratégicas.
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