- AtlasIntel aponta que Michelle Bolsonaro não absorve os votos que Flávio Bolsonaro vem perdendo; ela aparece em segundo lugar, com quase 11 pontos percentuais a menos que ele.
- O diretor Andrei Roman afirma que a ex-primeira-dama não é opção consolidada do bolsonarismo, sendo apenas uma possibilidade; se substituísse Flávio, poderia aumentar rapidamente sua intenção de voto.
- Na pesquisa divulgada em 19 de maio, Lula lidera o primeiro turno com 47%, enquanto Flávio fica com 34,3%.
- Quando o cenário é Michelle em vez de Flávio, Lula mantém a liderança e Michelle atinge 23,4% das intenções de voto.
- A pesquisa foi contestada na Justiça Eleitoral pelo Partido Liberal devido a um áudio envolvendo Flávio Vorcaro; até o momento, não houve decisão, e Roman diz não temer condenação.
O AtlasIntel mostrou que Michelle Bolsonaro foi avaliada como substituta provável de Flávio Bolsonaro na pesquisa mais recente, realizada pelo instituto. Andrei Roman, diretor do AtlasIntel, explicou que a ex-primeira-dama ocupa posição diferente porque ainda não é nome oficial do bolsonarismo, apenas uma hipótese.
Na leitura de maio, Lula manteve a liderança com 47% no primeiro turno. Flávio ficou em segundo, com 34,3%, registrando queda em relação ao levantamento de abril. Quando Michelle substitui Flávio, Lula segue na frente, e Michelle chega a 23,4%.
A mudança de cenário também está associada a rumores sobre o envolvimento de Flávio com Vorcaro, dono do Banco Master, o que impacta a percepção pública. O áudio envolvendo o senador foi citado pela equipe de pesquisa como elemento a observar, sem contaminação direta dos resultados, segundo Roman.
Controvérsia e resposta do instituto
O AtlasIntel enfrentou contestação do Partido Liberal na Justiça Eleitoral por apresentar o áudio aos entrevistados. Roman afirmou que o material foi mostrado depois das perguntas, não interferindo no conjunto da coleta.
Ele ressaltou que ações passadas contra o Atlas Intel foram vencidas, e que a equipe utiliza ferramentas para mapear o debate político. Roman afirmou que o áudio não contamina a percepção dos eleitores e que a metodologia permanece íntegra.
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