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Barroso: redes sociais democratizaram o debate, mas espalharam desinformação

Barroso afirma que redes sociais democratizaram o debate, mas ampliaram desinformação e hostilidade; aponta necessidade de reeducação digital e regulação da IA

'A gente não consegue mais trabalhar sobre fatos comuns', diz Luís Roberto Barroso
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  • Barroso afirmou que as redes sociais democratizaram o acesso ao espaço público, mas favoreceram desinformação e discursos de ódio.
  • Em evento no Fórum Esfera, em Guarujá, ele disse que cada tribo tem a sua narrativa, tornando difícil trabalhar com fatos comuns.
  • Sem o filtro da imprensa, conteúdos chegam ao espaço público, gerando tribalização da vida e crise no modelo de negócio da imprensa tradicional.
  • O ex-ministro defendeu que a regulação da inteligência artificial deve ocorrer da melhor forma possível.
  • Ele destacou a velocidade da transformação digital como desafio regulatório, citando que o ChatGPT atingiu 100 milhões de usuários em dois meses e há assimetria de conhecimento entre reguladores e regulados.

O ex-presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou em São Paulo que a revolução digital e as redes sociais democratizaram o acesso ao espaço público, mas também ampliaram a desinformação e o discurso de ódio. A declaração ocorreu durante o Fórum Esfera, no Guarujá, nesta sexta-feira (22).

Barroso ressaltou que, sem o filtro da imprensa profissional, qualquer conteúdo pode alcançar o espaço público. Segundo ele, isso favorece a tribalização das narrativas e dificulta a atuação da imprensa tradicional, que antes funcionava como filtro de fatos comuns.

O ex-ministro também indicou que há necessidade de reeducação das pessoas quanto ao uso das novas tecnologias. Ele mencionou que a regulação da inteligência artificial deve ocorrer da melhor forma possível, diante da velocidade da transformação tecnológica.

Barroso destacou ainda as dificuldades de regulamentar juridicamente a IA devido à rapidez da evolução. Como exemplo, citou o ChatGPT ter alcançado 100 milhões de usuários em dois meses, o que evidencia a assimetria de conhecimento entre reguladores e regulados.

Regulação da inteligência artificial

A ideia central é buscar mecanismos regulatórios que acompanhem o ritmo da inovação, sem censurar o avanço tecnológico. Segundo o ex-presidente, o desafio é equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade e proteção contra danos.

Relatos de participantes do Fórum Esfera indicaram que o tema envolve questões de governança de plataformas, transparência de algoritmos e responsabilidade por conteúdos. O debate também deve considerar impactos na educação midiática.

A fala de Barroso ocorre em meio a debates sobre como lidar com desinformação online, qualidade do jornalismo e sustentabilidade do modelo tradicional de mídia, diante do crescimento de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

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