- O PSD, sob liderança de Gilberto Kassab, adota postura ambígua: alianças com o PT no Nordeste e aproximação à direita em Santa Catarina.
- Em Santa Catarina, o pré-candidato João Rodrigues, do PSD-SC, se apresenta como direita conservadora e busca cravar o rótulo de extremista no governador Jackson, Barreto? (Oops—need be accurate: o governador é Jorginho Mello) – manter canal de diálogo com eleitores de direita.
- O partido atua em cinco estados do Nordeste com o PT, incluindo Sergipe e Pernambuco, onde alianças oportunizam apoio petista para vencer eleições locais; no Rio de Janeiro, chegou a cortejar o PL para formar Frente, mas definiu candidatura de Douglas Ruas (PL-RJ).
- Kassab é visto como responsável pela estratégia “camaleão” do PSD, que transita entre direita, centro e esquerda, mantendo alta capilaridade com mais prefeituras e uma bancada expressiva no Congresso.
- Pesquisadores avaliam que o eleitor costuma votar na pessoa e que as contradições do PSD têm peso limitado no voto; o partido mantém dois ministérios no governo Lula (Minas e Energia; Agricultura e Pecuaria).
O PSD de Kassab aparece dividido entre alianças e estratégias que atingem estados diferentes. Em Santa Catarina, o pré-candidato João Rodrigues, do PSD-SC, afirma representar a direita conservadora e defender gestão responsável, diálogo com adversários e defesa de seus ideais.
Enquanto isso, no Nordeste, o partido consolidou alianças com o PT em busca de votos para vencer nas eleições estaduais em outubro. A estratégia é clara: manter o diálogo com diferentes espectros para ampliar a presença do PSD em governanças regionais.
João Rodrigues, ex-prefeito de Chapecó, disputa o posto de governador de Santa Catarina contra o atual governador aliado de Rodriguinho Mello (PL-SC). Rodrigues busca associar o atual governo a um tom de divergência com o que considera extremismo, mantendo canais com eleitores de direita.
PSD entre direita e alianças com o PT
O partido é visto como “camaleão” por manter acordos com o PT em cinco estados do Nordeste. Em Sergipe, Fábio Mitidieri tem Rogério Carvalho, do PT, como aliado na disputa pelo segundo mandato, acordo com participação de Lula. Em Pernambuco, Raquel Lyra busca apoio petista com João Campos, apontado por Geraldo Alckmin como respaldo político.
No Rio de Janeiro, apesar de histórico vínculo com Lula, o PSD preferiu apoiar o deputado Douglas Ruas (PL-RJ) à frente de Eduardo Paes, que planejava frente com o PL. A mudança evidencia a flexibilidade estratégica do partido.
Percepção pública e liderança do Centrão
Analistas destacam que o eleitor costuma votar pela pessoa, não pela linha ideológica do partido. Em Pernambuco, a leitura aponta que a ambiguidade programática do PSD não tem impedido seus representantes de concorrer com governabilidade local. O partido também detém ministérios no governo Lula.
Priscila Lapa, cientista política, aponta que o PSD não possui agenda identitária clara, reunindo lideranças com visões diversas. O Centrão, segundo ela, utiliza essa proximidade pragmática para ampliar espaços de poder.
Estrutura e influência nacional do PSD
O PSD figura com grande capilaridade: lidera o número de prefeituras no país e ocupa cadeiras expressivas no Congresso. Atualmente, são 13 senadores, 49 deputados federais, além de governar seis estados e ter prefeitos em capitais como Rio de Janeiro, Curitiba e São Luís.
Kassab, considerado responsável pela flexibilidade do partido, sustenta que a atuação do PSD se dá no território do centro, buscando alianças que viabilizem chefias locais e maior presença no Legislativo.
Expectativas para as eleições
Observadores destacam que a eleição pode confirmar a capacidade do PSD de transitar entre direita e esquerda conforme o espaço político local. A pergunta central é se o eleitor valoriza a flexibilidade do partido ou a clareza de uma linha ideológica.
A partir de agora, o desafio para o PSD será manter a imagem de neutralidade prática sem abrir mão de coalizões estratégicas que fortalecem sua posição no cenário nacional.
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