- Eduardo Fischer, 69 anos, assumiu a chefia da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a saída de Marcelão, anunciada na quarta-feira, 20 de maio de 2026.
- Fischer é ex-sócio de Roberto Justus e autor da campanha “Número 1” da seleção brasileira em 1994; fundou a Fischer & Justus, que hoje é conhecida como Agência Fischer.
- Ao longo de cerca de três décadas, acumulou prêmios nacionais e internacionais e chegou a ser considerado publicitário do ano em 2015, 2016 e 2017 pela revista Readers’ Digest; entrou para a lista dos 100 brasileiros mais influentes pela Época em 2011.
- Entre as campanhas de destaque, está a Brahma Número 1 e a divulgação da chegada da telefonia móvel com o Baby Telesp Celular.
- No campo político, atuou na campanha de Álvaro Dias à Presidência em 2018 e seria marqueteiro de João Doria em 2022; a agência enfrenta crise financeira na década de 2010 e encerrou o escritório em São Paulo. Fischer vive há quatro anos em Punta del Este, no Uruguai.
O publicitário Eduardo Fischer, de 69 anos, assumiu a chefia da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a saída de Marcelão, ocorrida na quarta-feira (20.mai.2026). Fischer é ex-sócio de Roberto Justus e ficou conhecido pela campanha “Número 1” da seleção brasileira em 1994. Ele também já atuou para Álvaro Dias.
Fischer fundou a agência Fischer & Justus em 1981, parceria que ao longo dos anos evoluiu para Fischer América e, hoje, Agência Fischer. Ao longo de 35 anos, acumulou mais de 700 prêmios nacionais e internacionais, segundo seu perfil no LinkedIn.
Entre os reconhecimentos, o publicitário esteve entre os profissionais eleitos Publicitário do Ano pela Readers’ Digest (2015, 2016 e 2017) e integrou a lista dos 100 brasileiros mais influentes pela Época (2011). Destacaram-se campanhas como Brahma Número 1 e a divulgação da chegada da telefonia móvel com o Baby Telesp Celular.
A Agência Fischer atualizou seu quadro de funcionários para 200 a 500 pessoas, conforme o LinkedIn. Não há registro de novas contratações desde 2024. O escritório de São Paulo fechou na década passada, acarretando críticas de ex-funcionários sobre salários não pagos após o encerramento.
De onde vem a mudança na equipe de Flávio? Fischer tem pouca experiência em política, tendo trabalhado para Álvaro Dias em 2018 e estando, segundo a revista Veja, na linha de atuação para João Doria em 2022. O envolvimento anterior com campanhas é limitado e não se confunde com atuação direta em governo.
A entrada de Fischer ocorre após o vazamento de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A transição entre Marcelão e Fischer deverá ocorrer de forma gradual, segundo apurado pelo Poder360, com Marcelão ausente do cargo durante esse período.
Aliados de Marcelão afirmam que ele avaliou não ser o momento adequado para permanecer na coordenação. Também apontam que a distância de Flávio do comando de campanha e o desgaste causado pelo episódio com Vorcaro influenciaram a decisão.
Continuidade e contexto
O novo marqueteiro passa a conduzir a comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro, buscando estabelecer alinhamento entre mensagens e estratégias. A mudança ocorre em um momento de ajuste de táticas após o episódio envolvendo Vorcaro.
Eduardo Fischer, residente há quatro anos em Punta del Este, no Uruguai, assume o posto em meio a redefinições da equipe de campanha. A matéria acompanha o desdobramento da transição e suas implicações para a atuação eleitoral de Flávio Bolsonaro.
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