- O ministro Luiz Fux votou para manter as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
- As prisões estão associadas à Operação Compliance Zero, que apura fraudes na instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025; Felipe foi alvo em 7 de maio e Henrique em 14 de maio.
- O relator André Mendonça já havia votado pela manutenção das prisões, e o placar está em 2 a 0 a favor das medidas; o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes.
- O voto de Mendonça sustenta fortes indícios de estrutura criminosa com profunda repercussão na sociedade, afirmando que não há medidas menos gravosas que garantam a ordem pública.
- Em relação a Felipe Vorcaro, houve reconhecimento de papel significativo em transações com elementos de ilicitude, especialmente lavagem de dinheiro, o que justificaria a prisão para não comprometer a investigação. A Segunda Turma é formada por Luiz Fux, André Mendonça, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli.
O ministro Luiz Fux, do STF, votou neste sábado, 23, pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo de Daniel Vorcararo, respectivamente. A decisão mantém a restrição de liberdade no âmbito das investigações em curso.
As prisões estão ligadas à Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal. A apuração investiga fraudes envolvendo o Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Felipe Vorcaro foi alvo de uma ação da PF em 7 de maio, e Henrique Vorcaro, em 14 de maio. Os registros indicam participação de familiares do empresário no caso de fraude em instituições financeiras associadas ao Master.
O relator do caso no STF, ministro André Mendonça, já votou pela manutenção das prisões em 22 de maio, em sessão virtual da Segunda Turma. O julgamento ficou paralisado momentaneamente após pedido de vista de Gilmar Mendes.
Com Fux, Mendonça e Gilmar Mendes, a Segunda Turma tem, até o momento, 2 votos favoráveis à continuidade das prisões, contra decisão de relaxar as medidas restritivas. A votação continua com os demais ministros da turma.
O pedido de vista de Mendes pode prolongar a análise por até 90 dias, segundo informações internas, o que adia a conclusão do julgamento. Gilmar Mendes ainda não apresentou voto final.
Ainda na pauta, o ministro Dias Toffoli figura como membro da Segunda Turma, mas tem se declarado suspeito para julgar processos ligados ao Master, após ter relatado investigações anteriores. A composição segue com Nunes Marques e Toffoli entre os presentes.
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