- Nos três primeiros anos do governo Lula, gastos com Defesa caíram 10,8% frente ao mesmo período de Bolsonaro; o empenho foi de R$ 404,3 bilhões (2023–2025) contra R$ 453,8 bilhões (2019–2021).
- O orçamento total do governo, porém, aumentou: de R$ 14 trilhões (2019–2021) para R$ 15,2 trilhões (2023–2025), o que reduziu a participação da Defesa nos gastos.
- Em valores nominais, houve alta de 12,6% nos gastos com Defesa entre os períodos, de R$ 336 bilhões para R$ 378,5 bilhões; a Marinha teve a maior queda entre as três Forças (15,5%).
- A Marinha ganhou destaque: foi entregue a fragata F-200 Tamandaré, a primeira fabricada no Brasil desde 1980, e o governo encomendou quatro fragatas adicionais, com entrega prevista para 2028.
- Críticas de Múcio: o ministro da Defesa afirmou que o orçamento atual “não dá para absolutamente nada”; o Ministério diz que há aumento de 24% no gasto discricionário pela Lei Complementar 221/2025 e busca previsibilidade orçamentária por meio de um marco legal.
De 2023 a 2025, os gastos com a Defesa somaram 404,3 bilhões de reais. O montante é 10,8% menor do que o registrado de 2019 a 2021, quando chegaram a 453,8 bilhões. O recuo ocorre mesmo com o aumento do gasto total do governo.
Entre os dois períodos, o orçamento total subiu. Em 2019-2021, as despesas totais somaram 14 trilhões de reais; em 2023-2025, chegaram a 15,2 trilhões. Assim, a participação da Defesa no gasto público diminuiu.
No aspecto nominal, houve alta de 12,6% nos gastos com Defesa nos 3 primeiros anos de Lula frente ao mesmo intervalo de Bolsonaro, indo de 336 bilhões para 378,5 bilhões. O crescimento, porém, não foi suficiente para manter o peso relativo da Defesa.
As Forças registraram quedas em todas as áreas, sendo a Marinha a que mais perdeu valor, com queda de 15,5%. Exército caiu 9,6% e Aeronáutica, 7,7%. O recorte considera apenas números brutos, sem ajuste pela inflação.
Novas perspectivas
Apesar da redução, a Marinha passou a receber atenção maior. Em abril, a primeira fragata construída no Brasil desde 1980, a F200 Tamandaré, foi integrada. Em abril anterior, Lula anunciou encomenda de quatro fragatas da mesma classe, com outras quatro já contratadas para entrega em 2028.
Essa estratégia visa proteger rotas marítimas, com impactos diretos no escoamento de produção agroindustrial. O líder da Armada ressaltou a necessidade de capacidades navais para países com grande dependência do comércio pelo oceano.
Críticas e cenário orçamentário
O ministro da Defesa afirmou, no começo de maio, que o orçamento atual não permite avanços significativos, citando dificuldades de previsibilidade financeira para compras. Em resposta, o ministério disse que o orçamento envolve grupos obrigatórios e discricionários, com expectativa de aumento de 24% no gasto discricionário por meio de lei prevista para 2025.
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