- Nos três primeiros anos do governo Lula, os gastos com Defesa caíram 10,8% em relação ao período correspondente de Bolsonaro, passando de 453,8 bilhões para 404,3 bilhões.
- A Marinha teve redução de gastos: de 2019 a 2021 foram empenhados 444,9 bilhões, já de 2023 a 2025 foram 395,9 bilhões.
- Mesmo com a queda na Defesa, os gastos totais do governo cresceram, elevando a participação da Defesa no orçamento federal; as despesas totais passaram de 14 trilhões para 15,2 trilhões, alta de 8,6%.
- A Marinha teve destaque: em 24 de abril foi entregue a primeira fragata brasileira desde 1980, a F200 Tamandaré; em 21 de abril foi anunciada a encomenda de quatro fragatas da mesma classe, com outras quatro já previstas para 2028.
- O Ministério da Defesa informou que o orçamento é dividido entre despesas obrigatórias e discricionárias; a lei complementar 221 de 2025 possibilita aumento de 24% nas despesas discricionárias entre 2023 e 2026, e continua buscando previsibilidade orçamentária.
Nos três primeiros anos da gestão Lula, o gasto total com Defesa caiu 10,8% em comparação com o período similar da gestão anterior. Entre 2023 e 2025, o empenho somou 404,3 bilhões de reais, frente a 453,8 bilhões de 2019 a 2021.
A Marinha foi a força com o maior recuo entre as três, passando de 444,9 bilhões de reais em 2019-2021 para 395,9 bilhões em 2023-2025. A participação da Defesa no orçamento federal também recuou nesse intervalo.
Entre 2019 e 2021, o orçamento total do governo foi de 14 trilhões de reais; já de 2023 a 2025, alcançou 15,2 trilhões, elevando o gasto total, porém com recuo relativo da Defesa.
NOVAS PERSPECTIVAS
Mesmo com a redução de gastos, a Marinha recebeu maior atenção. Em 24 de abril, a F200 Tamandaré foi entregue, a primeira fragata construída no Brasil desde 1980. Em 21 de abril, Lula anunciou a encomenda de quatro fragatas da mesma classe, com outras quatro já previstas para 2028.
O novo acordo se deve, entre outros fatores, à necessidade de proteger rotas marítimas, diante da guerra no Oriente Médio e do fechamento de Ormuz, que impactam o escoamento de produtos agropecuários brasileiros.
A Marinha afirma que a fragata F200 oferece avanços tecnológicos, com sistemas de combate modernos, troca de dados e capacidade para lançar mísseis e receber helicóptero, mantendo-se mais leve que um destróier.
O QUE DIZ O MINISTÉRIO
O Ministério da Defesa informou que o orçamento envolve despesas obrigatórias e discricionárias, com a lei complementar 221/2025 autorizando aumento de 24% nas discricionárias. O governo afirma buscar previsibilidade orçamentária para a Defesa.
Segundo a nota oficial, as despesas discricionárias financiam operações, treinamento, aquisição de equipamentos e projetos estratégicos, e devem sustentar o programa de defesa ao longo de 6 anos.
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