- Lula tem ao menos onze vagas abertas ou prestes a vagar em diretorias de agências reguladoras, em razão do término de mandatos, com dificuldade de aprovação no Senado devido ao distanciamento com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
- A relação entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre agravou-se após a rejeição, em abril, da indicação para o STF do advogado-geral da União, Jorge Messias, com alvo de críticas ao papel do presidente do Senado na derrota.
- A aprovação das indicações depende diretamente da articulação com Alcolumbre, e o envio de novos nomes deve ocorrer após uma conversa direta entre Lula e o presidente do Senado.
- Na prática, há disposição de ambas as partes para uma reunião presencial, na tentativa de reduzir a tensão e viabilizar pautas do governo.
- Sobre o Banco Central, existem duas diretorias vagas; Lula ainda não fez acenos aos indicados, e os mandatos são de quatro anos, conforme a autonomia da instituição.
Em meio a atritos com o Senado, Lula mantém indicações para agências sob avaliação. O Planalto vê o ambiente desfavorável na Câmara Alta, com o desgaste entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçado nos últimos meses. Ao todo, há pelo menos 11 vagas abertas em diretorias e presidências de órgãos reguladores.
A depender de Alcolumbre, as indicações ainda não chegaram à pauta de votação no Senado. A queda de braço se intensificou após a rejeição, no fim de abril, da indicação de Jorge Messias para o STF, fato visto como derrota política do Palácio do Planalto. Parlamentares descrevem o desgaste da relação entre Lula e Alcolumbre.
Situação no Congresso e clima entre Poderes
Auxiliares do governo chamam atenção para a necessidade de interlocução direta com Alcolumbre para avançar as nomeações. Há expectativa de reunião entre Lula e o senador para reduzir a tensão e viabilizar as indicações das próprias frentes do governo.
Entre os nomes em aberto, constam vagas na ANM, Anac, Ancine, Anatel, ANA, ANPD, Antaq e Cade. Em 20/5, o Senado aprovou duas indicações de Lula para a CVM, com Otto Lobo na presidência e Igor Muniz em uma diretoria. A CVM regula o mercado de capitais brasileiro.
Avanços recentes e próximos passos
Interlocutores do Planalto dizem que o envio de novos nomes deve ocorrer após o contato direto entre Lula e Alcolumbre. O objetivo é manter o diálogo para pautas do governo e facilitar votações no Senado.
Nos bastidores, há sinalizações de disposição de ambos os lados para um encontro presencial. Em acontecer, o encontro poderá ocorrer após eventos recentes em que Lula e Alcolumbre participaram de forma pública, mas com interações restritas.
Indicações no BC
Existem duas vagas na diretoria do Banco Central: Organização do Sistema Financeiro e Política Econômica. Ex-dirigentes deixaram os cargos em 31/12/2025. Não há acenos públicos de Lula aos nomes que virão para o BC nem para o Copom. A autonomia do BC fixa mandatos de quatro anos para diretores.
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