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Lula orienta governador interino a atuar na prisão de suspeitos de roubo no RJ

Lula pressiona o governador interino Couto a prender milícias e devolver territórios ao povo do Rio, em meio a elogios e pente fino na gestão anterior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fala ao governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, durante agenda na Fundação Oswaldo Cruz
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  • Lula chegou ao Rio de Janeiro, elogiou o governador interino Ricardo Couto e pediu que atuem juntos para prender os “ladrões” que governaram o estado.
  • No evento, ele destacou a necessidade de enfrentar o crime organizado e devolver territórios dominados às pessoas, durante a inauguração de unidades da Fundação Oswaldo Cruz e a entrega de 42 veículos do programa Agora Tem Especialistas.
  • Couto assumiu o Palácio Guanabara em março, após a saída de Cláudio Castro, em meio a questionamentos no TSE sobre inelegibilidade por abuso de poder político e econômico.
  • Lula afirmou que o governador não precisou de voto para chegar ao cargo e citou que, se a Assembleia indicasse, viria “miliciano”; pediu que Couto ajude a consertar o estado.
  • A gestão de Couto tem promovido exonerações em várias secretarias para revisar contratos, serviços e salários da administração anterior; Lula busca ampliar presença no estado, sexta visita neste ano.

Um dia de atuação pública na cidade do Rio de Janeiro culminou com um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o governador interino Ricardo Couto, durante agenda realizada neste sábado, 23. Lula elogiou Couto e pediu que ele coopere para recuperar territórios controlados por facções criminosas, destacando a necessidade de ações firmes contra o crime organizado.

O presidente esteve na inauguração de novas instalações da Fundação Oswaldo Cruz, que celebra 126 anos, e na entrega de 42 veículos do Programa Agora Tem Especialistas. Em discurso, Lula pediu que Couto se posicione ao lado dele na tarefa de devolver ao povo áreas dominadas por organizações criminosas.

Lula reiterou a demanda para que Couto concentre esforços na prisão de indivíduos ligados a milícias, enfatizando que o objetivo é libertar territórios sob influência do crime. O tom foi de cooperação institucional para combater a violência no estado.

Couto assumiu o Palácio Guanabara em março, após a saída de Cláudio Castro, em meio a avaliação do TSE sobre ações que levaram à inelegibilidade do ex-governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O governador interino tem promovido exonerações administrativas para revisar contratos e folhas salariais.

Durante a visita, o chefe do Executivo federal reforçou que não se trata de obras estruturais imediatas, mas de ações para reforçar o combate ao crime organizado e retomar o controle de áreas degradadas pela violência. A mensagem foi transmitida aos presentes por meio de uma breve aparição pública do governador, que permaneceu próximo aos demais convidados.

A agenda, a sexta em território fluminense neste ano, também reforça a presença de Lula no Rio como parte de uma estratégia de atuação política em parceria com a base governista. Além de Lula, participaram da cerimônia a primeira-dama, Janja da Silva, o prefeito do Rio, e o ministro da Saúde, entre outros aliados.

Contexto e desdobramentos

Acompanhando o movimento, Couto continua promovendo mudanças no governo fluminense, com foco em reduzir gastos e auditar contratos herdados da gestão anterior. O objetivo é ampliar o controle sobre a máquina pública e aprimorar a eficiência administrativa no estado. As ações ocorrem em meio a discussões sobre a atuação do governo na segurança pública.

Fontes e crédito

A cobertura considerou informações de Duda Cambraia, da CNN Brasil, com apuração sobre o papel do governo neste contexto e as declarações de Lula sobre a atuação conjunta para enfrentar o crime no Rio de Janeiro. As informações são tratadas de forma objetiva, sem opinões ou julgamentos.

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