- Lula pediu que o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, trabalhe para prender ladrões e milicianos que teriam comandado o estado nos últimos anos.
- O presidente garantiu que Couto contará com o apoio do governo federal.
- Lula afirmou que aguarda o Senado aprovar a PEC da Segurança Pública (PEC 18/25) para criar o Ministério da Segurança Pública.
- Ele explicou que, pela Constituição de oitenta e oito, a União tem papel limitado na segurança e que o governador não pode ficar refém da polícia.
- Em abril, o ministro Cristiano Zanin manteve Couto no cargo de governador interino até o tribunal decidir sobre eleições para mandato-tampão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste sábado que o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, intensifique ações para prender ladrões e milicianos que, segundo ele, teriam comandado o estado nos últimos anos. A fala ocorreu durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Lula afirmou que Couto contará com todo o apoio do governo federal para enfrentar o crime organizado. O presidente também ressaltou a expectativa pela aprovação da PEC 18/25, que cria o Ministério da Segurança Pública, após ter sido aprovada pela Câmara e agora depende do Senado.
O chefe do Executivo reforçou que, segundo ele, é preciso definir o papel da União na segurança. Ele disse que, sem isso, o governador pode ficar refém da polícia e não avançar em mudanças necessários.
O tom da mensagem foi dirigido diretamente a Couto, com a recomendação de que utilize os seis a dez meses de mandato para avançar em ações que visem reduzir a influência de milícias e da criminalidade no estado.
Contexto institucional e eleitoral
Em abril, o ministro do STF Cristiano Zanin manteve Ricardo Couto no cargo de governador interino do Rio, até que o tribunal decida sobre eleições para mandato-tampão. A decisão indica continuidade do governo interino enquanto há desfechos legais sobre o pleito.
A presença de Couto na função, com apoio federal em agenda de segurança, segue em meio a debates sobre a estrutura institucional para o enfrentamento de crimes organizados no estado. O tema é relevante para a agenda de governo, com expectativas sobre medidas de longo prazo.
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