- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que prenda os “ladrões” e os milicianos que teriam comandado a política estadual nos últimos anos.
- Couto atua como governador desde março, após a renúncia de Cláudio Castro, e é presidente licenciado do Tribunal de Justiça do Rio.
- Lula fez o pedido durante a inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, na capital fluminense.
- O chefe do Executivo mencionou uma manobra de eleições indiretas pela Alerj para definir o sucessor de Castro, que foi impedida pela Justiça.
- O presidente afirmou que o Rio não pode ser governado por milicianos e ressaltou que Couto tem seis meses de gestão até as eleições de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que prenda os ladrões e milicianos que, segundo ele, teriam comandado a política do estado nos últimos anos. O pedido foi feito durante a inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, no dia 23.
Lula enfatizou a necessidade de enfrentar a corrupção e as milícias que atuam na política fluminense, destacando que a cidade do Rio é referência mundial e não pode ficar sob influência do crime organizado. O presidente destacou que Couto assume o governo sem ser eleito para o cargo.
Ao falar, Lula lembrou que Couto chegou ao posto após a renúncia de Cláudio Castro, e ressaltou a oportunidade de promover mudanças até as eleições de outubro. O petista criticou a tentativa de eleições indiretas na Alerj como meio de definir o sucessor de Castro.
Contexto institucional e riscos à sucessão
Nessa linha, Lula citou o papel da Assembleia Legislativa na crise recente e destacou que a Justiça impediu a manobra de escolher o próximo governador por meio de votação indireta. O presidente pediu que Couto aproveite o período de gestão para avanços concretos contra a corrupção e as milícias.
A fala ocorreu no mesmo dia em que Lula reforçou que o Rio de Janeiro não pode ser governado por milícias e que o estado merece estabilidade institucional. Não houve confirmação de novas medidas administrativas no curto prazo, apenas a cobrança por ações efetivas de responsabilização.
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