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Polícia identifica repasse a Deolane por dono de produtora de funk ligado a PCC

Polícia identifica repasse da GR6 a Deolane; investigação associa recursos a lavagem de dinheiro do PCC na operação Narcofluxo

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  • A polícia identificou um repasse feito pela GR6 Eventos à advogada e influencer Deolane Bezerra dos Santos, por meio de sua conta na Mooca, em São Paulo; a GR6 pertence ao empresário Rodrigo Inácio de Lima Oliveira.
  • Rodrigo Oliveira foi preso pela Polícia Federal em 15 de abril, na Operação Narco Fluxo, suspeito de lavar dinheiro do PCC via apostas de quotas fixas; ele foi solto pela Justiça aproximadamente um mês depois.
  • Deolane alegou inocência durante a audiência de custódia, dizendo que recebia o dinheiro como advogada. A defesa de Rodrigo não comentou novamente ao nosso contato.
  • Entre 2022 e 2024, a conta de Deolane no Itaú recebia, segundo a polícia, 3.169.612,17 reais, com a GR6 Eventos como remetente em uma transação de 55.000 reais.
  • A investigação aponta que, no período, Deolane, empresas e pessoas ligadas ao esquema de lavagem ligado à cúpula do PCC teriam movimentado cerca de 140 milhões de reais, com cerca de 40 milhões em contas associadas à advogada.

A Polícia Civil de São Paulo identificou na conta de Deolane Bezerra dos Santos, advogada e influenciadora, um pagamento da GR6 Eventos, Produtora Gravadora e Editora Ltda. O depósito ocorreu em uma agência da Mooca, na zona leste da capital paulista. A GR6 é ligada ao empresário Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, amigo de Deolane, segundo apurações.

Rodrigo Oliveira foi preso pela Polícia Federal em 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo, sob suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado, envolvendo tráfico internacional de drogas e apostas fixas. Além dele, foram detidos MCs Ryan e Poze do Rodo; um mês depois, a Justiça Federal mandou soltar os acusados.

A defesa de Rodrigo, representada por José Luis Oliveira Lima, afirmou que GR6 e o sócio não praticaram ilícitos e que colaboram com as autoridades. Deolane, em audiência de custódia, afirmou ter recebido o dinheiro na função de advogada, alegando inocência.

Entre 2022 e 2024, a delegacia de Presidente Venceslau aponta que a conta de Deolane no Itaú recebeu cerca de R$ 3,17 milhões, com uma transação de R$ 55 mil envolvendo a GR6 Eventos. Os investigadores não explicaram a razão do depósito.

Relação com investigações anteriores

A PF destacou que Rodrigo já era investigado nas operações Latus Actio 1 e 2, apurando possível lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Em 2025, ele firmou acordo com o Ministério Público por sonegação fiscal; o caso foi encerrado.

A operação Narco Fluxo, mobilizando cerca de 200 policiais, cumpriu 90 mandados em diversos estados, com 45 buscas e apreensões e 33 prisões temporárias, conforme decisão da 5.ª Vara Federal em Santos. Bens avaliados em até R$ 2,26 bilhões foram sequestrados.

As peças de inteligência do Coaf também embasaram o relatório, apontando ligações entre o tráfico de cocaína (mais de três toneladas) e as apostas online. Ryan era apontado como líder e executor financeiro da rede, com uso de empresas de produção musical para camuflar receitas. Defesas negam as acusações.

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