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Presidente do TST pede indicação de Lula ao STF, apoiadores divergem

Presidente do Tribunal Superior do Trabalho provoca leitura de aceno a Lula ao Supremo ao mencionar ‘ministros vermelhos e azuis’ após fracasso da indicação de Messias

Presidente do TST Luiz Philippe Vieira de Mello Filho: polêmica e suspeitas de movimentação rumo ao STF (Pedro França/Agência Senado)
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  • O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, disse existir ministros “vermelhos e azuis” conforme o ativismo em defesa dos trabalhadores, posição vista como favorável ao Planalto.
  • A declaração gerou interpretações de que ele busca preencher a vaga no Supremo Tribunal Federal após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado.
  • Em sessão do Órgão Especial, o ministro negou viés político e afirmou não ser parcial, ressaltando quase quarenta anos de carreira na magistratura.
  • Lula fez a hipótese de indicar novamente Jorge Messias ao STF, em desacordo com o Senado, que já havia recusado o nome.
  • Há avaliação interna no PT de indicar uma mulher ou uma pessoa negra para a Corte, em sinal de diversidade, já que Rosa Weber deixou a corte com a recente aposentadoria.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, indicou estar atento ao cenário de indicação ao STF. A fala gerou interpretações sobre favorecer o Planalto após a rejeição do nome de Jorge Messias para a corte.

Segundo interlocutores do STF, a menção a ministros com diferentes graus de ativismo teria sido vista como apoio a uma estratégia de ampliar a influência do governo na vaga deixada por Barroso. O recado repercutiu entre magistrados.

Durante sessão do Órgão Especial do TST, o presidente do tribunal negou partidário enfoque político em suas declarações, dizendo possuir 40 anos de carreira e não atuar como juiz parcial. A defesa afirma que houve apenas posicionamento técnico sobre o ativismo judicial.

A controvérsia surgiu após a recente recusa de Messias pela presidência, o que alimentou especulações sobre um novo movimento para indicar o advogado-geral da União ao STF. Lula já sinalizou, em outros momentos, a possibilidade de nova indicação.

Rosa Weber foi a última juíza do TST a integrar o STF, em substituição a ministros anteriores. Com a recusa de Messias, o governo sinalizou manter a ideia de indicar alguém para o posto, mantendo a discussão sobre diversidade no tribunal.

O Planalto recebeu avaliações de que a escolha ideal incluiria uma mulher ou uma pessoa negra, reforçando um eixo de representatividade. A avaliação ocorre em meio a um debate sobre independência entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

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