- O PSOL tem 13 das 513 cadeiras da Câmara e trabalha para não perder assentos diante da cláusula de barreira nas eleições de 2026 (16 vagas quando considerados aliados da Rede).
- A sigla aposta em renovação geracional para ampliar o eleitorado jovem, com nomes como Juliano Medeiros e Guilherme Cortez.
- Em São Paulo, o PSOL mantém cadeiras atuais e mira novas oportunidades, incluindo a ex-deputada Luiza Erundina e a hipótese de Manuela D’Ávila disputar o Senado pela região sul.
- Ivan Valente, com 29 anos de atuação na Câmara, encerrou o mandato e passa a atuar nos bastidores; ele é suplente de Marina Silva na Rede.
- A prioridade do PSOL para 2026 é o Senado, com a meta de chegar a dezoito cadeiras, embora haja ceticismo sobre a capacidade do partido de formar maiorias na Casa.
Nos 29 anos como deputado federal, Ivan Valente anunciou que deixará o cargo, abrindo espaço para uma mudança geracional no PSOL. A saída ocorre em meio a esforços da sigla para manter 13 das 513 cadeiras na Câmara e para ampliar presença no Senado.
Valente, 79 anos, foi fundador do PT e hoje é suplente da Rede em Marina Silva. Ele não está mais no gabinete em Brasília e pretende atuar nos bastidores para manter o PSOL independente. A sigla, contudo, encara o desafio da cláusula de barreira.
A sigla também trabalha para ampliar voto jovem. O ex-parlamentar cita nomes como Juliano Medeiros e Guilherme Cortez como parte da estratégia de renovação. Medeiros lidera a federação PSOL-Rede, com foco em novos eleitores.
Estrutura e candidaturas
Em relação à bancada atual em São Paulo, o PSOL conta com Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Sonia Guajajara e Luiza Erundina. A intenção é conservar as cadeiras no estado, que hoje detém a maior bancada da Câmara.
Manuela D’Ávila representa aposta ambiciosa para o Senado. A ex-deputada, que se filiou ao PSOL em 2025, é candidata ao Senado no Rio Grande do Sul. A sigla mira também Toni de Santa Catarina em outros estados.
O Senado segue como prioridade do PSOL para 2026. A presidente nacional Paula Coradi afirma que a eleição será estratégica, com foco na contenção da direita e na construção de novas figuras públicas para ampliar espaço no Legislativo.
Segundo analistas, o PSOL enfrenta resistência histórica para consolidar maioria no Senado. A pesquisa interna aponta desafio maior que nas eleições proporcionais da Câmara, embora haja expectativa de crescimento da bancada em 2026.
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