- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, criticou a fala de Lula sobre a Alerj, feita durante inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz no Rio, dizendo que, se a Assembleia tivesse indicado o governador, “ia vir miliciano”.
- Lula elogiou o governador interino, o desembargador Ricardo Couto, que preside o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e que assumiu o governo após a renúncia de Cláudio Castro.
- Sóstenes disse que Lula atacou a instituição, o eleitor e a democracia, manifestando solidariedade aos deputados da Alerj, em especial ao presidente da casa, Douglas Ruas.
- O ex-presidente afirmou que, se a Alerj tivesse feito uma indicação, viria um miliciano, e pediu a Couto que trabalhasse para prender “todos os ladrões que governaram esse Estado” e deputados ligados a milícias.
- Sobre o governo do Rio, Couto assumiu em 23 de março; o vice Renato Pampolha renunciou em 2025; Rodrigo Bacellar, anteriormente presidente da Alerj, foi afastado e tornou-se inelegível até 2030.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou a fala do presidente Lula, feita neste sábado (23 maio 2026) durante a inauguração do CDTS da Fiocruz no Rio. Lula afirmou que, se a Alerj tivesse indicado o governador, o escolhido seria ligado a milícias. A declaração foi feita no evento, no Rio de Janeiro, na presença de autoridades locais.
Cavalcante disse que a fala do presidente ataca as instituições, o eleitor e a democracia, e afirmou apoiar publicamente os colegas da Alerj, incluindo o presidente Douglas Ruas (PL-RJ). O deputado ressaltou solidariedade aos parlamentares estaduais, destacando que o voto legitimou a Assembleia.
A cerimônia ocorreu em meio a tensões políticas no estado. O atual ocupante interino do governo, o desembargador Ricardo Couto, participou do evento, sob o contexto de uma gestão que sucedeu Cláudio Castro (PL), que renunciou para evitar cassação. Couto assumiu o estado após a renúncia de Castro e de seu vice.
Contexto político no Rio
A alta rotatividade no comando do estado inclui também o antecessor de Couto, o então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil), que foi afastado pelo STF e cassado pelo TSE por ligações com facções criminosas. Essa situação contribui para o clima de descontentamento entre lideranças da oposição e o governo.
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