- STF inverte prioridades no escândalo do Banco Master e não busca esclarecer o contrato de R$ 129 mi entre o escritório da esposa de Moraes e Vorcaro.
- A primeira menção ao acordo ocorreu em abril, quando o Banco Master já havia sido liquidado pelo Banco Central.
- Em março, surgiram mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes, datadas de 17 de novembro, quando o então controlador do Master foi preso.
- A Procuradoria-Geral da República não abriu investigações sobre as relações entre Moraes, Vorcaro e as movimentações milionárias da empresa ligada ao ministro.
- Autoridades não adotaram medidas concretas no STF; houve resistência a um código de conduta proposto pelo presidente da corte, Edson Fachin.
- No começo do ano, Moraes autorizou devassa na Receita Federal para investigar sigilos de ministros do STF; Mendonça autorizou operação policial que afastou um perito da PF por suspeita de vazamento ligado ao contrato.
O Supremo Tribunal Federal está ampliando a apuração sobre o caso ligado ao Banco Master, após revelações sobre um contrato envolvendo o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. O acordo totaliza 129 milhões de reais e foi assinado para vigência de 36 meses. A controvérsia envolve o registro público dessas transações de uma empresa ligada ao banco.
Entre os fatos, constam a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e a divulgação de que o contrato cresceu para valores exorbitantes, já antes apontados pela imprensa. As informações indicam que o repasse financeiro ocorreu em meio a operações sob escrutínio público.
Em março, surgiram mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso pela Polícia Federal, e Moraes, datadas de 17 de novembro. As mensagens reforçam a necessidade de esclarecer a relação entre as partes envolvidas e o uso de roteiros de comunicação durante o episódio.
Desdobramentos e informações oficiais
A Procuradoria-Geral da República não abriu investigação formal sobre as ligações entre Moraes e Vorcaro, tampouco sobre as transações da empresa associada ao ministro com o fundo do Banco Master. O STF também não anunciou medidas específicas sobre o tema até o momento.
Autoridades têm priorizado apurações sobre o vazamento de informações e não sobre o esclarecimento do contrato acima citado. Em janeiro, Moraes autorizou uma devassa na Receita Federal para checagem de sigilos de ministros e familiares, com afastamentos de servidores.
No último mês, houve intervenção envolvendo o ministro André Mendonça, que autorizou operação policial para afastar um perito da PF suspeito de repassar dados confidenciais. A investigação aponta para o contrato entre o Master e Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.
Essa pauta envolve diretamente questões de governança e conduta institucional, além de exigir transparência sobre o valor, a finalidade do contrato e sua relação com autoridades públicas. O caso permanece em conjunto com apurações da PGR e do Ministério Público.
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