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Suplente de Alcolumbre é indiciado pela Polícia Federal

PF indicia Breno Chaves Pinto, suplente de Alcolumbre, por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa em licitações do Dnit no Amapá

Chaves Pinto foi indiciado por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa
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  • A Polícia Federal indiciou Breno Chaves Pinto, suplente de Davi Alcolumbre, por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa, além do supervisor regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, por associação criminosa, violação de sigilo e fraude à licitação.
  • O indiciamento faz parte de apuração sobre supostas fraudes em licitações e desvios de recursos públicos em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amapá, especialmente envolvendo obras da BR-156.
  • A PF aponta que saques em dinheiro vivo somaram mais de três milhões de reais, realizados logo após pagamentos de contratos públicos, indicando possível lavagem de dinheiro.
  • Conversas obtidas pela PF sugerem influência política de Chaves Pinto sobre o Dnit no Amapá, com suposta interferência para empenhos de recursos e tratamento de contratos, usando a posição de suplente de Alcolumbre.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou ter relação com a atuação empresarial do suplente e afirmou não interferir em contratações ou decisões do Dnit; o caso será avaliado pelo Ministério Público Federal para possível denúncia.

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre supostos desvios em licitações e contratos do Dnit no Amapá. Breno Chaves Pinto, suplente do presidente do Senado, foi indiciado por associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa. O caso envolve obras na BR-156, no estado.

O superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares, também foi indiciado por associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação. A PF aponta tratativas para favorecer interesses de empresas ligadas ao suspeito.

A apuração ganhou força após o monitoramento de novembro de 2024, quando Chaves Pinto deixou uma agência com R$ 350 mil em espécie. A investigação indica movimentos atípicos após pagamentos de contratos públicos, com saques que, somados, superaram R$ 3 milhões.

Investigação em curso

Chaves Pinto seria apontado como influência política sobre a estrutura do Dnit no Amapá, utilizando o status de suplente de Alcolumbre para interferir em contratos e empenhos. Diálogos sugerem interlocução direta com Linhares para a liberação de verbas.

Em reposta, Davi Alcolumbre afirmou não ter relação com a atuação empresarial de seu segundo suplente e disse não interferir em contratações do Dnit. O presidente do Senado ressaltou responder apenas pelos seus atos, sem indícios de participação nas irregularidades.

A PF também aponta indícios de conluio, propostas fictícias e uma possível “carta marcada” para beneficiar empresas ligadas ao suplente. Houve indicação de cargos estratégicos no Dnit e movimentações financeiras incompatíveis com as atividades declaradas das empresas investigadas.

O Dnit informou colaboração integral com as investigações e reiterou políticas de integridade. A Controladoria aponta lentidão na execução de obras da BR-156, com contratos que somam cerca de R$ 60,2 milhões. A apuração segue para o Ministério Público Federal decidir a denúncia.

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