- Lula afirmou, durante evento da Fiocruz no Rio, que, se a Alerj indicar o governador, viria um miliciano.
- A Alerj rebateu, dizendo ser inaceitável generalizar o Parlamento fluminense e pediu respeito às instituições.
- A Assembleia é presidida pelo deputado Douglas Ruas, do PL, que lidera a maior bancada com 23 deputados; o PT tem cinco cadeiras.
- Lula cobrou do governador em exercício, Ricardo Couto, atuação contra milícias e crime organizado, em meio a críticas ao governo anterior de Cláudio Castro.
- A Alerj destacou desafios históricos na segurança pública do estado e pediu união institucional e defesa da democracia.
A Alerj reagiu neste sábado às declarações do presidente Lula, feitas durante evento da Fiocruz no Rio, sobre a possibilidade de a Assembleia indicar o governador do Rio. Segundo o petista, haveria o risco de a escolha trazer um miliciano, caso a indicação saísse da Casa.
A Câmara afirmou que é inaceitável qualquer generalização ou criminalização do Parlamento fluminense e de seus representantes eleitos. A nota oficial enfatizou que a Alerj é uma instituição democrática que merece respeito.
O presidente da Alerj, Douglas Ruas, divulgou neste domingo um vídeo defendendo que as palavras de Lula desrespeitaram o povo do Rio e citando críticas à atuação de aliados dele na política local. Ruas também questionou a moral de figuras associadas ao discurso do pedido de combate ao crime organizado.
Reação da Alerj
A Assembleia destacou, na nota, o papel do Legislativo na gestão estadual e reiterou a necessidade de diálogo institucional. O comunicado também citou que o Rio enfrenta desafios históricos na segurança pública, ligados a políticas nacionais de combate ao tráfico de armas e à atuação de facções criminosas.
Contexto político
O governador em exercício é o desembargador Ricardo Couto, nomeado após a renúncia de Cláudio Castro, que concorreu ao Senado. A situação se mostrou complexa, com colegas do PL afirmando que o cenário se assemelha a uma intervenção judicial na gestão do estado. A STF ainda não definiu como ficará a escolha do governador-tampão, para concluir o mandato até o fim do ano.
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