- O ex-ministro Camilo Santana afirmou que o governo Lula enfrenta dificuldade para reconquistar a popularidade e que é preciso ter humildade para reconhecer erros diante da desaprovação do eleitorado.
- Ele destacou que as pesquisas apontam desaprovação maior do que aprovação do governo.
- Santana disse que o terceiro mandato criou expectativa elevada por causa dos governos Lula 1 e 2, mas o desempenho econômico não repetiu aqueles resultados.
- O ex-governador atribuiu parte das dificuldades ao que chamou de desmonte durante o governo de Jair Bolsonaro, que teria limitado avanços em quatro anos.
- Ele também pediu aprimoramento da comunicação do governo, combate à polarização online e atenção a novas demandas de consumo, como celulares melhores e serviços de streaming.
O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) afirmou que o governo de Lula enfrenta dificuldade para reconquistar a popularidade e que o presidente precisa ter humildade para reconhecer erros diante da desaprovação do eleitorado. Pesquisas recentes mostram maior desaprovação do que aprovação.
Santana, ex-governador do Ceará, disse que o terceiro mandato gerou expectativa elevada por conta dos governos Lula 1 e 2, que tiveram crescimento econômico e aumento do poder de compra, mas esse dinamismo caiu nos últimos anos. O petista não conseguiu manter o mesmo ritmo, segundo ele, diante de cenários internos e externos.
O politólogo também avaliou que o governo encontrou problemas ao retomar o ritmo anterior e ressaltou que a prioridade atual foi reconstruir programas sociais e recompor áreas atingidas, como o Brasil no Mapa da Fome, Bolsa Família, Luz para Todos e ProUni. Santana citou ainda desmonte do passado e dificuldades após a gestão de Bolsonaro.
Avaliação de gestão e comunicação
Santana ressaltou que o país herdou dificuldades estruturais que limitam a atuação do governo em quatro anos. Ele ainda apontou que a polarização nas redes e a circulação de informações incorretas complicam a divulgação de ações positivas da gestão.
Para avançar, o ex-gestor defende que o governo avalie falhas na comunicação e busque formas mais claras de apresentar resultados, mantendo a humildade para reconhecer erros e melhorar a mensagem pública.
Novas demandas da população
Ao abordar a economia, Camilo Santana disse que a população passou a cobrar itens de consumo e qualidade de vida. Mesmo com aumento da massa salarial, reajuste real do salário mínimo e queda do desemprego, o brasileiro busca acesso a serviços antes considerados supérfluos, como smartphones, plataformas de streaming e entregas.
Ele observou ainda que o endividamento tem aumentado, o que indica mudanças nas prioridades da população em relação ao passado, quando a assistência pública era mais diretamente associada à fome.
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