- STF autorizou Bolsonaro a participar do programa de remição de pena pela leitura em 15 de janeiro; cada livro lido e resenhado abate quatro dias de pena.
- Apesar da autorização, os 12 relatórios semanais da Polícia Militar do Distrito Federal ao STF apontam que não houve leituras registradas.
- Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por coordenar a tentativa de golpe de Estado.
- Em contrastes, outros condenados pela mesma acusação já leram na prisão, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que leu A metamorfose.
- O ex-presidente já afirmou não ter tempo para ler, citando uma rede de Zap e informações como fontes; em 2021 disse ter ficado três anos sem ler.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sem realizar leitura para remição de pena, mesmo autorizado pelo STF. Em 15 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a participação no programa, que reduz a pena em quatro dias por livro lido e resenhado.
Relatórios semanais da Polícia Militar do Distrito Federal ao STF indicam que Bolsonaro não leu nenhum livro. Ao todo, foram 12 documentos com a observação “não houve” no campo de leituras, conforme apuração do site Amado Mundo, de Guilherme Amado.
Enquanto isso, outros condenados pela tentativa de golpe já utilizam o benefício. Um exemplo é o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que leu a obra A Metamorfose, de Franz Kafka, durante o cumprimento da pena.
Bolsonaro afirma não ter tempo para ler. Em 2021, já havia dito que ficou três anos sem ler um livro. Em janeiro do ano passado, reforçou que se informa por meio de redes e contatos, citando o uso de mensagens por WhatsApp.
Fatos e contexto
Os relatórios da PMDF ao STF seguem o protocolo do programa de remição. A decisão de Moraes permitiu a participação do ex-presidente, cujo caso envolve a tentativa de golpe, não a leitura como crime. A comparação com outros condenados evidencia variações na adesão ao benefício.
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