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Deputados cobram respeito de Lula após ligação da Alerj com milícia

Alerj cobra respeito de Lula após comentário sobre indicar miliciano; Assembleia frisa defesa da democracia e da institucionalidade

Na foto, o plenário da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro)
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  • Lula afirmou, durante inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz no Rio de Janeiro, que se a Alerj tivesse de indicar o governador, o nome seria “um miliciano”.
  • A Alerj divulgou nota dizendo que é inaceitável generalizar ou criminalizar o parlamento fluminense e pediu respeito às suas instituições.
  • A assembleia citou desafios históricos de segurança pública no estado, associando-os à ausência de políticas nacionais eficazes contra o tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão de facções criminosas.
  • O contexto envolve a disputa pela sucessão de Cláudio Castro: o ex-governador foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral à inelegibilidade por fraude eleitoral; Rodrigo Bacellar teve o diploma cassado e também é considerado inelegível.
  • A Alerj afirmou que continuará fortalecendo a democracia, a segurança pública e a defesa da população do Rio de Janeiro, cobrando respeito de autoridades, inclusive do presidente.

O que aconteceu: a Alerj cobrou respeito do presidente Lula após ele dizer, durante a inauguração de instalações da Fiocruz no Rio, que se a Assembleia tivesse de indicar o governador do estado, o nome seria de um miliciano. A bancada afirma que é inaceitável qualquer tentativa de criminalizar o parlamento fluminense.

Quem está envolvido: a Alerj, o presidente Lula, o governador interino Ricardo Couto, e lideranças da Assembleia. A declaração de Lula ocorreu no sábado, 23 de maio de 2026, em ato na Fiocruz, no Rio de Janeiro. Couto é o atual ocupante interino do governo fluminense.

Quando e onde aconteceu: o episódio se deu durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde, no Rio de Janeiro, capital. O evento reuniu o presidente, o governador interino e autoridades locais, com Lula criticando a percepção sobre a segurança pública no estado.

Por que ocorreu: a Alerj emitiu nota afirmando que o parlamento é democrático, legítimo e merece respeito, e que não cabe generalizar seus membros. A Casa aponta que o Rio enfrenta desafios históricos na segurança pública, agravados pela ausência de políticas nacionais eficazes contra o tráfico de armas e pela expansão de facções criminosas.

Nota da Alerj

A Assembleia sustenta que as instituições devem receber tratamento respeitoso de todas as autoridades. Em comunicação pública, a Alerj afirma que a imagem do parlamento não pode ser alvo de generalizações, e reforça seu papel democrático e legítimo. A instituição destaca ainda a necessidade de união institucional.

O texto da Alerj também enfatiza que a problemática da segurança pública no estado está conectada a questões nacionais, como políticas antiarmas, controle de fronteiras e combate ao crime organizado. A nota solicita responsabilidade e evita qualquer estímulo à divisão entre poderes.

Por fim, a Alerj reforça seu compromisso com a democracia, a segurança pública e a defesa da população do Rio de Janeiro, mantendo o foco em políticas públicas e na atuação institucional. A assembleia não faz julgamentos sobre pessoas, apenas destaca fatos institucionais.

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