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Fator surpresa agita a disputa presidencial na Colômbia

Abelardo de la Espriella, o El Tigre, avança na corrida colombiana, ameaçando a candidata de direita e aproximando-se de Cepeda nas pesquisas

IDEOLOGIA - O candidato em ação: a cartilha que elegeu vários conservadores no continente seguida à risca (Camilo Erasso/Long Visual Press/UIP/Getty Images)
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  • Abelardo de la Espriella, 47 anos, advogado e empresário sem experiência política, emerge como figura da extrema direita na disputa presidencial da Colômbia.
  • Seu programa, “treze milagres para salvar o país”, traz ideias importadas de Javier Milei e projeta medidas como redução da máquina pública e endurecimento da segurança.
  • Ele ganhou fôlego diante da decepção com o governo de Gustavo Petro, com a eleição prevista para 31 de maio e uma campanha marcada por uso de redes sociais.
  • No cenário, Iván Cepeda (Pacto Histórico) aparece na frente, com cerca de 35% das intenções de voto, enquanto Espriella e Paloma Valencia disputam a vice-liderança com aproximadamente 20%.
  • Espriella destaca uma agenda de combate à violência, sinaliza possível alinhamento com os Estados Unidos e se apresenta como alternativa aos nomes tradicionais da política colombiana.

O cenário da disputa presidencial na Colômbia entra num momento de maior imprevisibilidade. Com Gustavo Petro enfrentando ganhos de popularidade restritos, a direita busca recuperar espaço na Casa de Nariño em Bogotá. A promessa de paz total não se confirmou, ampliando a máquina de descontentamento com o governo.

Às vésperas da eleição, em 31 de maio, um personagem da extrema direita surge como elemento surpresa: Abelardo de la Espriella, 47 anos, empresário e advogado criminalista. Ele ganha destaque na pré-campanha com apelo agressivo e críticas à esquerda. Seu rótulo de campanha é El Tigre, inspirado em figuras latino-americanas de perfil liberal radical.

O novo candidato surge em meio a uma onda conservadora que cruza a região, alimentada por redes sociais. A professora Julimar Mora Silva, da UFF, aponta que Espriella atrai eleitores descontentes com os velhos nomes da política, sem aderir plenamente à esquerda ou à direita tradicionais. O cenário é de expectativa e volatilidade.

Perfil de Abelardo de la Espriella

De origem empresarial, Espriella atua como advogado criminalista com histórico ligado a casos de corrupção e a grupos paramilitares. O discurso de campanha prioriza combate à cocaína e ações mais duras contra o crime, com referências a medidas de endurecimento de segurança.

Entre seguidores e analistas, há relação com correntes neoliberais que defendem reduzir a máquina estatal. A estratégia inclui uma retórica agressiva sobre criminalidade e uma aliança financeira com Estados Unidos, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela imprensa.

Iván Cepeda, senador do Pacto Histórico, figura como principal adversário no campo de esquerda. Cepeda aparece em primeiro plano nas pesquisas, com mais de um terço das intenções de voto, enquanto Espriella e Paloma Valencia disputam a segunda vaga.

Cenário eleitoral e desdobramentos

O apoio a Petro, da centro-esquerda, mantém força entre a juventude, beneficiada por uma reforma trabalhista curtida recentemente. Já Espriella, embora novo, projeta desdobramentos que podem redefinir o segundo turno, dependendo de como o eleitorado interpretará seu tom e propostas.

O debate entre Espriella e Valencia gira em torno da capacidade de ampliar sua base de apoio sem perder a atratividade entre eleitores indecisos. A evolução das pesquisas até a data da votação permanece incerta, com cenários de empate e variações regionais.

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