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Governo mira presídios campeões em golpes por celular para aumentar segurança

Governo implementa segurança máxima em 138 prisões para impedir golpes por celular e detectar túneis, com bloqueadores, scanners e drones

Governo vai adotar regime de segurança máxima em 138 unidades prisionais
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  • O governo federal vai usar segurança máxima em 138 presídios estratégicos, com bloqueadores de sinal, rastreadores e sistemas de vigilância para impedir a comunicação de detentos com facções fora das unidades.
  • A seleção é baseada em dados de inteligência penitenciária, priorizando unidades com maior incidência de crimes por celular; exemplos citados incluem Papuda, Gericinó e Francisco Sá.
  • O pacote inclui scanners corporais, raio-X, detectores de metal, drones, reconhecimento facial e sistemas avançados de áudio e vídeo, além de bloqueadores de sinal e maletas de rastreamento.
  • Também serão usadas mochilas silenciadoras para interromper sinais dentro dos presídios e georradares para detectar túneis; a Operação Mute passa a ocorrer duas vezes por mês, com 365 viaturas previstas para apoio, cada unidade recebendo ao menos três veículos, sendo um blindado.
  • O investimento total estimado é de 324 milhões de reais, com mais de 184,9 milhões já em processo de aquisição.

O governo federal vai concentrar ações de segurança máxima em 138 unidades prisionais estratégicas, escolhidas com base em dados de inteligência penitenciária e no mapeamento de organizações criminosas. O objetivo é impedir a entrada de celulares e detectar túneis ou rotas de fuga, reforçando o combate ao crime organizado dentro dos presídios.

A seleção envolve unidades de diferentes regiões do país, com 45 no Nordeste, 38 no Sudeste, 23 no Norte, 17 no Sul e 15 no Centro-Oeste. A indicação dos presídios levou em conta a incidência de crimes praticados por meio de celulares. Em alguns casos, o estado pode remanejar presos para outra unidade com infraestrutura adequada.

O que muda na prática

O pacote inclui bloqueadores de sinal, rastreadores eletrônicos e tecnologias de vigilância para interromper a comunicação entre detentos e facções fora das prisões. Além disso, haverá scanners corporais, raio-X de cargas, detectores de metal, drones e sistemas de reconhecimento facial.

Outra frente envolve georradares para localizar escavações clandestinas, além de mochilas silenciadoras para interromper sinais de telefonia móvel em perímetros específicos. A operação Mute, que já ocorre desde 2023, será ampliada para vistorias mensais.

Estrutura e investimento

O programa prevê 365 viaturas para apoio operacional, com ao menos três veículos por unidade, incluindo um blindado. O investimento total estimado é de 324 milhões de reais, com mais de 184,9 milhões já em tramitação de aquisição. As avaliações e necessidades estaduais orientarão a implantação.

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