- A uma semana das eleições de 31 de maio, Abelardo de la Espriella, o “El Tigre”, surge como fenômeno da direita ultraliberal na Colômbia, explorando antipetrismo.
- O advogado de 47 anos levou a candidatura sem estrutura partidária tradicional, competindo pela primeira vaga com Iván Cepeda e Paloma Valencia, que giram em torno de vinte pontos percentuais cada.
- Seu programa, chamado “treze milagres para salvar o país”, mistura enxugamento da máquina pública e liberdade econômica, inspirado em Milei e Bukele.
- Entre as propostas está o endurecimento da segurança contra crime organizado e guerrilhas, com ações fortes contra coca e áreas sob controle de grupos armados.
- O candidato mantém alinhamento com Donald Trump e recebeu apoio da deputada Maria Elvira Salazar, buscando reforçar a relação com os Estados Unidos.
O candidato Abelardo de la Espriella, conhecido como El Tigre, disputa a presidência da Colômbia no primeiro turno marcado para 31 de maio. A campanha se intensifica em Bogotá, com o advogado de 47 anos apresentando-se como outsider. O cenário acompanha o desempenho de Iván Cepeda, candidato de Petro, em meio a tensões políticas.
De la Espriella busca capitalizar a baixa popularidade do presidente Gustavo Petro e a percepção de insegurança no país, promovendo propostas ultraliberais. Mesmo sem estrutura partidária tradicional, ele ganha visibilidade nas redes e avança na intenção de voto junto a Paloma Valencia, ambos com cerca de 20%.
O astro da campanha é o confronto com a esquerda e a velha elite. O candidato se apresenta como defensor de liberdades econômicas, combate duro contra narcotráfico e violência, e critica políticas de Petro sem abrir mão de uma retórica populista.
Panorama da campanha
O candidato afirma que o país precisa de mudanças rápidas e de menor intervenção estatal. A retórica combina redução de gastos públicos com medidas de segurança mais rígidas, inspiradas em Milei e Bukele. Em comícios, ele promete atuação firme contra gangues e guerrilhas.
Em tema de segurança, El Tigre propõe estratégias mais agressivas para enfrentar o crime, defendendo ações fortes contra o narcotráfico e regiões sob influência de grupos armados, mesmo diante de críticas de direitos humanos.
A transformação pública de de la Espriella inclui uma mudança de discurso, adotando pautas morais conservadoras e posições pró-vida. O candidato aponta a residência presidencial, a Casa de Nariño, como símbolo do que chama de mau manejo político.
Propostas e alianças
Entre as propostas está a legalização de 10% de capitais derivados de narcotráfico, mineração ilegal e crimes, visando reinvestir na economia formal. A ideia é apresentada como forma de dinamizar o crescimento, sem detalhar impactos sociais.
O apoio externo inclui figuras internacionais, como o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e a deputada María Elvira Salazar, que elogiam a linha de coalizão com Washington. A relação com a política externa norte-americana é apresentada como fator estratégico.
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