- Joaquim Barbosa não autorizou nem tinha conhecimento do vídeo feito com inteligência artificial publicado por perfil do Democracia Cristã (DC).
- O material, publicado na sexta-feira, usa imagem irreal dele de toga e traz a frase “chegou a hora de virar a página” em tom de campanha.
- A CNN apurou que o vídeo não teve a anuência do ex-ministro, que é retratado ao lado de televisores com notícias e imagens de Flávio Bolsonaro e Lula.
- O DC abriu a possibilidade de Barbosa ser o nome do partido para a corrida presidencial, depois de descartar a pré-candidatura de Aldo Rebelo. Ainda não há manifestação oficial de Barbosa.
- O DC também avalia expulsar Aldo Rebelo, que continua como pré-candidato, conforme nota do partido; a CNN tentou contato com João Caldas, presidente do DC, sem sucesso.
O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa não autorizou nem tinha conhecimento de um vídeo publicado por um perfil ligado ao DC, partido Democracia Cristã. O material, com tom de campanha, foi produzido com inteligência artificial e divulgado na sexta-feira 22. A CNN apurou que o conteúdo não contou com a participação do ex-ministro.
O vídeo mostra Barbosa de toga, caminhando com televisores ao fundo e exibindo notícias da política, além de trechos de Flávio Bolsonaro e Lula. Em destaque, uma fala de Flávio sobre ter se encontrado com Daniel Vorcaro após a prisão do ex-banqueiro. Do lado de Lula, aparecem falas sobre segurança pública que foram apresentadas de forma incompleta.
DC e a candidatura
A sigla decidiu lançar Barbosa na disputa presidencial após descartar Aldo Rebelo como pré-candidato, gerando impasse interno. Rebelo mantém-se como nome suplente do DC, segundo a legenda.
Joaquim Barbosa ainda não se manifestou publicamente sobre possível candidatura. O DC também analisa expulsão de Rebelo, conforme nota oficial. A reportagem tentou contato com João Caldas, presidente do DC, sem sucesso até o momento.
Contatos e próximos passos
A CNN busca esclarecer como o vídeo foi produzido e divulgado, bem como quem autorizou seu uso. A direção do DC afirma analisar medidas internas, sem confirmar detalhes sobre expulsões ou mudanças na candidatura. A investigação sobre a origem do conteúdo continua.
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