- O Ministério da Saúde fechará contratos de R$ 129 milhões por ano com a Zhuhai para canetas de aplicação de insulina; a GlobalX também participa, mantendo contratos que somam R$ 823 milhões desde o fim de 2024.
- 23 Secretarias estaduais de Saúde relataram quebras ou falhas nas canetas reutilizáveis da Zhuhai.
- O ministério diz ter exigido um modelo mais resistente e aponta economia de mais de R$ 1 bilhão em relação à licitação anterior.
- A-Oferta de insulina no SUS segue demanda de importação devido à crise de disponibilidade; novos editais estão em andamento para compras adicionais de insulina análoga de ação rápida.
- O contrato atual garante cerca de 116,8 milhões de unidades de insulina Regular NPH, e o Tribunal de Contas apontou falha de transparência em licitação anterior de R$ 570 milhões para canetas de insulina.
O Ministério da Saúde fechou contrato com a Zhuhai, fabricante chinesa, para fornecimento de canetas de aplicação de insulina por um ano, ao custo de R$ 129 milhões. As canetas devem abastecer o SUS diante de desabastecimento e alta demanda. A empresa e a representante GlobalX acumulam contratos no ministério desde o fim de 2024, totalizando cerca de R$ 823 milhões.
23 Secretarias estaduais de Saúde relataram ao Ministério que as canetas apresentaram quebras ou falhas, com frequência e impacto variáveis. O Ministério afirmou ter exigido um modelo mais resistente, destacando economia de aproximadamente R$ 1 bilhão em relação à licitação anterior. A pauta envolve também a escassez de insulina no mercado.
O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial da União no dia 12. A Zhuhai tem registro na Anvisa para as canetas, mas não para a substância em si. O Ministério afirma que, diante da crise global, houve necessidade de autorizações excepcionais para importação de doses.
Contrato com Zhuhai e GlobalX
A Coluna do Estadão mostrou, em setembro, que 23 das 26 Secretarias notificaram o ministério sobre falhas nas canetas reutilizáveis. O TCU também apontou falha de transparência em licitação de R$ 570 milhões para as canetas e recomendou evitar repetição.
Como consta no comunicado oficial, a prioridade é manter a oferta de insulina, respeitando regras sanitárias. Em julho, o contrato prevê 116,8 milhões de unidades de insulina Regular NPH, com economia de mais de R$ 1 bilhão. Novos editais devem promover insulina análoga de ação rápida, entre 12 milhões de unidades.
Comunicados oficiais
A GlobalX afirma que os contratos contam com autorização da Anvisa por excepcionalidade, devido à escassez. O protocolo envolve insulinas Uslin N, NPH e Uslin R, com estudos que apontam equivalência ao comparador registrado no Brasil. A empresa ressalta que treinou 2.410 profissionais de UBS sem custo adicional aos estados ou ao Ministério.
Segundo a GlobalX, as canetas são reutilizáveis, atendem aos requisitos sanitários e aos padrões ISO, e foram desenvolvidas para uso com as insulinas da própria empresa. A empresa continua trabalhando para a segurança dos pacientes e o abastecimento está em continuidade, conforme as normas regulatórias.
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