- A política da Escócia para incentivar datacentres pode deixar de considerar impactos de emissões de IA, segundo a organização de caridade APRS.
- A definição de “green datacentre” não é clara na política, o que pode permitir que projetos com alto consumo de energia sejam vistos como sustentáveis.
- Mais de uma dezena de datacentres em processo de aprovação incluem um polo de IA em Lanarkshire, com investimentos privados estimados em 8,2 bilhões de libras.
- Conjuntamente, esses projetos poderiam usar cerca de 6,2 gigawatts de energia, roughly 1,5 vezes o consumo máximo de energia de todo o país no inverno.
- O NPF quatro menciona “green datacentres” com impacto ambiental negligível, baseando-se em análise de 2022 que não considerou avanços de IA, como o uso intensivo de energia. APRS critica a falta de atualização.
Diante de uma análise de uma Organização de caridade escocesa, a política de Scotland para incentivar datacentres a se instalarem no país pode deixar de fora grande parte das emissões de carbono associadas à IA. A apuração afirma que a definição de “green datacentre” está ausente desde 2022, antes mesmo do lançamento do ChatGPT.
A Action to Protect Rural Scotland (APRS), organização com sede em Edimburgo, sustenta que sem clareza sobre o que é considerado verde, projetos de IA podem se apresentar como sustentáveis sem impacto real no clima. Diversos residentes de Highlands e Isles apoiam a necessidade de transparência.
Parágrafo 4 curto: Mais de uma dúzia de datacentres em Scotland buscam aprovar licenças de construção, incluindo uma zona de crescimento de IA em Lanarkshire, próximo a Glasgow, que afirma ter investimento privado de 8,2 bilhões de libras. Juntas, as propostas demandariam cerca de 6,2 GW de energia.
Parágrafo 5 curto: Em abril, o chefe da National Energy System Operator (Neso), Fintan Slye, incentivou desenvolvedores a mirar a Escócia, destacando maior participação de energia renovável e menos entraves na rede. A oferta incluiu apoio institucional para datacentres interessados em migrar para o país.
Parágrafo 6 curto: A APRS aponta que chamar um projeto de datacenter de “green” sem critérios claros pode favorecer o tratamento junto a autoridades locais, beneficiando o investidor em detrimento do planejamento ambiental.
Parágrafo 7 curto: Em Edimburgo, um datacenter deste ano argumentou manter o rótulo verde, ainda que utilize 200 geradores a diesel, equivalente a 100 mil carros parados, segundo a APRS. Um comitê de planejamento aceitou a definição mesmo reconhecendo a ausência de um critério explícito no NP F4.
Parágrafo 8 curto: O National Planning Framework 4, no entanto, menciona datacentres verdes como prioridade nacional, afirmando impacto global quase nulo na redução de gases. A análise da APRS indica que o estudo subjacente data de 2022 e não foi atualizado para incluir IA e seus potenciais consumos energéticos.
Parágrafo 9 curto: Kat Jones, diretora da APRS, afirmou que é alarmante que a pegada de carbono de datacentres hyperscala tenha ficado fora da avaliação de emissões do planejamento. Na prática, isso pode impactar decisões de licenciamento e de investimento.
Parágrafo 10 curto: Na semana anterior, representantes de empresas do setor indicaram que mais de 100 projetos de datacentres já solicitaram conexões de gás, reflexo de atrasos para se ligarem à rede nacional. A prática levanta questionamentos sobre metas climáticas.
Parágrafo 11 curto: Em resposta, um porta-voz do governo escocês ressaltou que o país possui vantagens para datacentres verdes, como energia renovável abundante, uma força de trabalho qualificada e infraestrutura de fibra. O porta-voz reiterou o objetivo de atrair investimento alinhado ao net zero e aos benefícios para comunidades.
Definição de green datacentres e controvérsias
APRS destaca a ausência de uma definição pública de green datacentre em política nacional. A organização reforça que a avaliação de impactos deve acompanhar avanços em IA e consumo energético real.
Perspectiva do setor energético
Fontes do setor indicam que a escalada de projetos pode exigir revisões na infraestrutura de energia e na rede, especialmente com o uso de gás para geração de eletricidade em alguns datacentres. O tema permanece sob análise regulatória e ambiental.
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