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Ruas rebate Lula sobre milicianos na Alerj e critica Paes

Ruas rebate Lula sobre milícias na Alerj, critica Paes e afirma que o Rio não quer velha política, com STF decidindo sobre a governança estadual

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL) — Foto: Thiago Lontra/Alerj
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  • Lula afirmou que, se a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro tivesse escolhido um governador, “iria vir um miliciano”, comentário feito durante evento no estado.
  • O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), rebateu no domingo, em vídeo publicado nas redes, dizendo que as declarações desrespeitam o povo do Rio.
  • O governador em exercício é o desembargador Ricardo Couto, que permanece no cargo por decisão do STF enquanto o impasse sobre a definição do governo é decidido.
  • A Alerj divulgou nota criticando as falas de Lula, dizendo que é inaceitável generalizar o Parlamento e cobrando políticas públicas nacionais de combate à violência.
  • A disputa envolve Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula, com Ruas tentando vincular Paes ao presidente, e Paes buscando manter neutralidade para não favorecer a base eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante evento no Rio de Janeiro, que se o Parlamento fluminense tivesse indicado um governador, ao menos um miliciano chegaria ao poder. A declaração ocorreu na inauguração de novas instalações da Fiocruz, no sábado (23), com a presença do governador interino Ricardo Couto e de autoridades locais. Em resposta, o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), publicou neste domingo (24) um vídeo para rebater o discurso.

Couto atua como chefe do Executivo estadual interinamente desde a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo para evitar cassação após condenação pelo TSE. Com a saída de Castro, as cadeiras de vice-governador e da presidência da Alerj ficaram vagas, gerando uma disputa judicial no STF para definir a governança do Estado até o fim do mandato atual. O STF não teve aたい decisão final, mantendo Couto no Guanabara até novo desfecho.

Luiz Inácio Lula, durante o evento, criticou o que chamou de atuação de forças políticas no controle do Estado, sugerindo que a condução da máquina pública deveria priorizar ações de combate à criminalidade. As palavras do presidente provocaram reação de Ruas, que afirmou nas redes sociais que Lula desrespeitou o povo do Rio e desqualificou a Alerj.

Ruas destacou que a crítica alcançou o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo, associando-o ao presidente federal. Em favor da oposição entre Paes e Lula, o presidente da Alerj mencionou uma deputada estadual sob investigação ligada a milícias, evidenciando o contexto de tensões políticas locais. A Alerj também divulgou nota oficial, considerando as declarações de Lula inaceitáveis por generalizar o Parlamento fluminense e pela omissão de políticas públicas nacionais de combate à violência.

Abertamente, o embate envolve a estratégia de Ruas para alavancar a candidatura ao governo, tentando associar Paes a Lula para reduzir o apoio do eleitorado que tende ao bolsonarismo. Paes, por sua vez, tem enfatizado a gestão de Couto como prioridade, buscando manter distância de controvérsias nacionais enquanto foca na segurança pública local. A narrativa envolve ainda acusações mútuas sobre ligações com grupos criminosos, com desdobramentos na Câmara do Rio e no cenário estadual.

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