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A linguagem da presidência dos EUA não se aplica a Trump

Robert Reich sugere usar regime e lawless para descrever a gestão de Trump, destacando violações judiciais, usurpação de poderes e ataque à democracia

‘To begin with, they shouldn’t be called an “administration” at all. They should be referred to as a regime.’ Photograph: Aaron Schwartz/EPA
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  • Reich afirma que Trump e seus aliados minaram o governo dos Estados Unidos a ponto de exigir um vocabulário novo, chamando o grupo de “regime” em vez de administração.
  • O regime seria capaz de desobedecer decisões judiciais, vilipendiar juízes, exigir impeachment e usurpar poderes do Congresso, além de silenciar críticas.
  • Segundo o autor, o regime não é chefiado por um presidente conforme a Constituição; aponta demissões de mais de 300 mil servidores federais, expulsões de fiscais e punição a denunciantes.
  • O regime é visto como “lawless” (sem lei), com mortes em ações da Imigração e Alfândega, violações de leis internacionais, recebimento de presentes de potências estrangeiras e favorecimento a negócios da família.
  • A avaliação final é de que o desempenho do regime de Trump representa não apenas ilegalidades, mas uma catastrophe para o povo americano e a democracia.

O artigo afirma que a gestão de Donald Trump não pode ser descrita como uma simples administração. Segundo o autor, Trump e seus aliados subverteram o funcionamento do governo dos EUA de modo tão profundo que seria necessário repensar a linguagem usada para descrevê-los. O texto sustenta que o termo adequado seria “regime”.

O autor sustenta que esse regime desrespeita decisões judiciais, impede o funcionamento do Congresso e controla a narrativa na mídia e em universidades. Alega que Trump já manifestou atitudes que, na visão dele, violam o espírito da Constituição e dos mecanismos de freios e contrapesos.

Segundo a análise, o regime não é apenas um episódio isolado, mas uma transformação estrutural no uso do poder executivo, com ações que, conforme o texto, contrariam o papel histórico de um presidente e a ideia de governo de leis. O texto aponta decisões judiciais desrespeitadas e ataques a órgãos fiscalizadores.

A matéria cita episódios em que mais de 300 mil trabalhadores federais teriam deixado o serviço sob o governo de Trump e acusações de punição de opositores e de favorecimento a aliados. Também menciona ações envolvendo promotores de justiça, pardons e uso de tropas federais em estados com governadores democratas.

A análise sugere que a suposta violação de leis e de princípios constitucionais transforma o grupo liderado por Trump em algo próximo a um “regime” ou, ainda, a um governo “lawless” — sem o padrão de governança a que o país se refere historicamente.

A autora conclui que o verdadeiro teste de um presidente não está apenas na quantidade de poder ou de ações realizadas, mas em como isso afeta o bem-estar dos cidadãos e a robustez da democracia. Pela leitura descrita, Trump e o que o texto chama de regime apresentam, segundo a análise, um impacto negativo nesses aspectos.

Robert Reich, ex-secretário do Trabalho, é professor emérito de políticas públicas e colunista. O artigo compõe uma crítica ao funcionamento do governo atual com base em avaliações sobre o uso do poder, decisões judiciais e comportamento institucional.

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