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Acordo Lula-Motta acelera fim da 6×1; buscam mudanças com Alcolumbre

Empresários pressionam o Senado, com Alcolumbre, para alongar o prazo da transição da escala 6x1 ou postergar a decisão até depois da eleição

Da esq. para dir, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, Hugo Motta, presidente da Câmara e Lula durante evento no STF
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  • O acordo entre o presidente Lula e Hugo Motta acelera o fim da escala 6×1, com a transição da jornada de trabalho para 42 horas em 60 dias e depois para 40 horas em quatorze meses após a promulgação. A PEC também encerra a escala 6×1 dois meses após a promulgação.
  • A oposição de centrão era pela adoção de um escalonamento de até quatro anos, para evitar impactos elevados nas empresas, mas não haverá grande espaço para alterações.
  • Motta anunciou o cronograma após reunião com Lula; a proposta deve valer após a promulgação, com votação prevista em comissão na quarta (27) e no plenário na quinta (28).
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, receberá uma oitiva com empresários na tarde desta terça-feira (26) para expor preocupações do setor produtivo com a PEC.
  • Empresários planejam atuação no Senado para travar a tramitação, defendendo que o debate ocorra após as eleições e propondo um relator com mandato até 2030 para reduzir pressões eleitorais.

O acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Hugo Motta acelera o fim da escala 6×1. A mudança prevê redução da jornada para 40 horas semanais em etapas, com promulgação suficiente para valer após o período eleitoral. A tomada de decisão envolve Câmara e Senado, com foco no calendário político.

O anúncio ocorreu na manhã desta segunda-feira, após reunião entre Motta e Lula. A proposta passa a valer 14 meses após a promulgação para a jornada de 40 horas, com a PEC que encerra a escala de seis dias de trabalho.

O centrão já prepara movimentos para pressionar no Senado. Empresários e parlamentares defendiam um escalonamento maior, de até quatro anos, para facilitar a adaptação das empresas. Agora buscam manter o debate para depois das eleições.

Movimentação no Senado

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, terá reunião nesta terça-feira com líderes empresariais e com a Federação das Indústrias de São Paulo. O objetivo é defender a análise da PEC de forma desvinculada do período eleitoral.

Paulo Skaf, da Fiesp, reúne empresários para expor as preocupações com a proposta. A caminhada no Senado incluiria a indicação de um relator com mandato até 2030, para reduzir pressões eleitorais sobre o tema.

A comissão da Câmara já aprovou o relatório de Leo Prates, que sugere transição de até cinco anos. A proposta deve seguir para votação no plenário, com necessidade de 308 votos em dois turnos.

Perspectivas e impactos

Deputados de partidos aliados ao governo afirmam que não houve consulta prévia sobre o prazo acelerado. Caso a PEC seja aprovada, a votação nominal ocorrerá antes das disputa eleitoral, elevando a pressão sobre a base aliada.

Empresários planejam campanhas de comunicação para explicar o efeito da reforma nos preços ao consumidor. Pesquisas de opinião devem acompanhar as ações para medir impactos eleitorais.

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