- Bolsonaro deve divulgar uma lista com os nomes de pré-candidatos que vai apoiar nas eleições de outubro, mesmo em prisão domiciliar.
- A ideia central é indicar, ao menos, os pré-candidatos ao Senado do PL; porém pode abranger governos estaduais e nomes de outros partidos com aval dele.
- A lista serviria para resolver disputas internas no bolsonarismo em estados, reduzindo rivalidades entre próprios aliados.
- O acordo interno do PL prevê que Bolsonaro escolha os candidatos ao Senado, enquanto Valdemar Costa Neto decidiria sobre os governos estaduais.
- Estados com disputas relevantes incluem Santa Catarina, São Paulo, Ceará e Mato Grosso do Sul, onde a lista pode direcionar palanques e consolidar apoio ao bolsonarismo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, sob prisão domiciliar, deve tornar pública uma lista com os pré-candidatos que apoia nas eleições de outubro. A divulgação serviria para orientar aliados e evitar disputas internas no bolsonarismo.
Segundo pessoas próximas, a ideia é indicar ao menos os pré-candidatos ao Senado pelo PL, com possibilidade de incluir governos estaduais e, em alguns casos, nomes de outros partidos com aval do ex-presidente. A medida busca reduzir disputas entre apoiadores.
O PL atua, atualmente, em 22 estados, segundo a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. A lista seria uma referência para resolver rivalidades estaduais dentro do partido.
A estratégia ocorre em meio ao isolamento político de Bolsonaro, após a prisão domiciliar e a internação recente. A divulgação pode funcionar como canal para expor a posição do ex-presidente sobre palanques regionais.
Em Santa Catarina, por exemplo, a definição envolve Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado, e consensos com outras correntes do PL local. A lista ajudaria a consolidar esse equilíbrio entre aliados.
No estado de São Paulo, há disputa envolvendo Guilherme Derrite (PP) ao Senado e André do Prado (PL). Ricardo Salles, do Novo, também aparece na conjuntura, com a definição valorizando o alinhamento ao bolsonarismo.
Em Ceará, o PL caminha para aliança com Ciro Gomes, mantendo como opção ao Senado Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União Brasil). Michelle Bolsonaro intensifica negociações para uma segunda vaga feminina.
Entre os estados, a lista também pode servir para dirimir questionamentos no Mato Grosso do Sul, onde três nomes do PL disputam as duas vagas ao Senado: Marcos Pollon, Capitão Contar e Reinaldo Azambuja.
A expressão de apoio a candidatos, segundo auxiliares próximos, pretende conter críticas internas e reduzir a possibilidade de candidaturas que não contejam com o núcleo bolsonarista. A expectativa é evitar a entrada de “caroneiros” no pleito.
Carlos Bolsonaro, que visitou o pai recentemente, afirmou que o diálogo sobre palanques continua. A expectativa é de novidades em breve, com a definição de nomes para o Senado em diferentes estados.
A dinâmica interna no PL segue até as convenções, previstas para julho e agosto. A cúpula da sigla definiu que Bolsonaro escolherá os candidatos ao Senado, enquanto Valdemar Costa Neto ficará responsável pelos nomes aos governos estaduais.
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